<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"><channel><title><![CDATA[Blog - Log Nature]]></title><description><![CDATA[Nature is part of you]]></description><link>https://blog.lognature.com.br/</link><image><url>https://blog.lognature.com.br/favicon.png</url><title>Blog - Log Nature</title><link>https://blog.lognature.com.br/</link></image><generator>Ghost 5.88</generator><lastBuildDate>Tue, 14 Apr 2026 07:36:22 GMT</lastBuildDate><atom:link href="https://blog.lognature.com.br/rss/" rel="self" type="application/rss+xml"/><ttl>60</ttl><item><title><![CDATA[O NX continua: Webinars mensais conectando ciência, tecnologia e pessoas a favor da conservação]]></title><description><![CDATA[<p>O Nature Experience nasceu com o prop&#xF3;sito de reunir ci&#xEA;ncia, tecnologia e conserva&#xE7;&#xE3;o da biodiversidade em um mesmo espa&#xE7;o de troca e aprendizado. Em sua primeira edi&#xE7;&#xE3;o, o evento reuniu mais de 300 participantes em dois dias de</p>]]></description><link>https://blog.lognature.com.br/o-nx-continua-webinars-mensais-conectando-ciencia-tecnologia-e-pessoas-a-favor-da-conservacao/</link><guid isPermaLink="false">69bab639fc4b0d559ed7eed4</guid><dc:creator><![CDATA[Clara Lopes]]></dc:creator><pubDate>Wed, 18 Mar 2026 14:28:18 GMT</pubDate><media:content url="https://blog.lognature.com.br/content/images/2026/03/BLOG----NX-Webinar.png" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://blog.lognature.com.br/content/images/2026/03/BLOG----NX-Webinar.png" alt="O NX continua: Webinars mensais conectando ci&#xEA;ncia, tecnologia e pessoas a favor da conserva&#xE7;&#xE3;o"><p>O Nature Experience nasceu com o prop&#xF3;sito de reunir ci&#xEA;ncia, tecnologia e conserva&#xE7;&#xE3;o da biodiversidade em um mesmo espa&#xE7;o de troca e aprendizado. Em sua primeira edi&#xE7;&#xE3;o, o evento reuniu mais de 300 participantes em dois dias de uma rica programa&#xE7;&#xE3;o, com 17 palestras conduzidas por grandes nomes da conserva&#xE7;&#xE3;o nacional e internacional.</p><p>Al&#xE9;m das apresenta&#xE7;&#xF5;es, o evento proporcionou diversas experi&#xEA;ncias imersivas para os participantes, como demonstra&#xE7;&#xE3;o de produtos e tecnologias, sess&#xF5;es no planet&#xE1;rio, visitas ao Museu de Ci&#xEA;ncias Naturais e pain&#xE9;is de discuss&#xE3;o que estimularam reflex&#xF5;es importantes sobre o futuro da biodiversidade.</p><p>Pesquisadores, consultores ambientais, profissionais de projetos de conserva&#xE7;&#xE3;o, m&#xE9;dicos veterin&#xE1;rios, estudantes e especialistas que atuam diretamente no campo, todos reunidos em um s&#xF3; lugar. O resultado foi um ambiente riqu&#xED;ssimo em trocas, conex&#xF5;es e aprendizado coletivo.</p><h2 id="um-evento-que-se-tornou-uma-comunidade">Um evento que se tornou uma comunidade</h2><p></p><p>O Nature Experience se consolidou como um evento in&#xE9;dito dentro da comunidade da conserva&#xE7;&#xE3;o, abordando temas relevantes que muitas vezes ainda recebem pouco espa&#xE7;o em discuss&#xF5;es mais amplas.</p><p>Mais do que um evento, o NX uma comunidade ativa, onde profissionais continuam trocando conhecimentos, experi&#xEA;ncias e oportunidades.</p><h2 id="o-nx-continua">O NX continua!</h2><p></p><p>Para manter viva essa rede de conhecimento e colabora&#xE7;&#xE3;o, o Nature Experience agora ganha um novo formato, uma s&#xE9;rie de webinars mensais gratuitos.</p><p>Ao longo do ano, convidados refer&#xEA;ncias nacionais e internacionais, ir&#xE3;o conduzir encontros online que aprofundam e expandem os temas discutidos durante o evento de 2025.</p><p>Cada webinar ser&#xE1; uma oportunidade para continuar explorando assuntos essenciais para quem trabalha com conserva&#xE7;&#xE3;o, monitoramento de fauna e tecnologias aplicadas &#xE0; biodiversidade.</p><p>Esse novo formato nasce com o mesmo prop&#xF3;sito que marcou o evento, aproximar ci&#xEA;ncia, tecnologia e pessoas comprometidas com a conserva&#xE7;&#xE3;o da biodiversidade.</p><p>Com encontros online ao longo do ano, a iniciativa pretende ampliar o acesso ao conhecimento, fortalecer conex&#xF5;es entre profissionais da &#xE1;rea e estimular novas reflex&#xF5;es sobre os desafios e oportunidades da conserva&#xE7;&#xE3;o em um mundo em constante transforma&#xE7;&#xE3;o.</p><p>Acesse o site do Nature Experience e fa&#xE7;a parte dessa comunidade dedicada que cresce mais a cada dia:</p><p>nx.lognature.com.br</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Browning BTC-4E22 Câmera Trap Review]]></title><description><![CDATA[Review da câmera trap Browning BTC-4E22 em campo: desempenho, autonomia e registros de fauna em áreas úmidas.]]></description><link>https://blog.lognature.com.br/browning-btc-4e22-camera-trap-review/</link><guid isPermaLink="false">69b435f4fc4b0d559ed7ee90</guid><category><![CDATA[Log Nature]]></category><dc:creator><![CDATA[Clara Lopes]]></dc:creator><pubDate>Fri, 13 Mar 2026 16:29:48 GMT</pubDate><media:content url="https://blog.lognature.com.br/content/images/2026/03/IMG_0155_QV.JPG" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://blog.lognature.com.br/content/images/2026/03/IMG_0155_QV.JPG" alt="Browning BTC-4E22 C&#xE2;mera Trap Review"><p>As c&#xE2;meras trap s&#xE3;o ferramentas essenciais para estudos de fauna, pois registram a presen&#xE7;a de animais, seu comportamento e padr&#xF5;es de atividade, com coleta cont&#xED;nua de dados em campo. Entre as marcas utilizadas, as c&#xE2;meras Browning se destacam pela combina&#xE7;&#xE3;o de qualidade de imagem e confiabilidade em campo.</p><p>No projeto<strong> &#x201C;Diploendozoocoria em Ecossistemas Aqu&#xE1;ticos: Lontras como Vetores Secund&#xE1;rios de Sementes&#x201D;</strong>, apoiado pela LOG Nature, o pesquisador Pedro Hoffmann utilizou cinco unidades do modelo BTC-4E22 ao longo de quatro meses em &#xE1;reas &#xFA;midas no sul do Brasil. O texto a seguir apresenta um <em>review</em> elaborado pelo pesquisador, a partir de sua experi&#xEA;ncia de uso das c&#xE2;meras deste modelo.</p><p><br><strong>Configura&#xE7;&#xE3;o Utilizada em Campo</strong><br><br>Modo: V&#xED;deo | Qualidade: Ultra | Dura&#xE7;&#xE3;o do v&#xED;deo: 20 s | Capture delay: 20 s Alimenta&#xE7;&#xE3;o: 6&#xD7; pilhas AA alcalinas | Autonomia: ~1 m&#xEA;s <br>Unidades instaladas: 5 | Dura&#xE7;&#xE3;o do estudo: 4 meses</p><p><br><strong>Design, Robustez e Discri&#xE7;&#xE3;o</strong></p><p>Durante os quatro meses de uso, os equipamentos demonstraram boa resist&#xEA;ncia &#xE0;s condi&#xE7;&#xF5;es naturais, incluindo exposi&#xE7;&#xE3;o &#xE0; chuva e varia&#xE7;&#xF5;es clim&#xE1;ticas t&#xED;picas de &#xE1;reas &#xFA;midas. Assim como outros modelos da linha Browning, a BTC-4E22 possui abertura para cadeado, permitindo o uso de dispositivos de seguran&#xE7;a para reduzir o risco de furtos ou remo&#xE7;&#xE3;o do equipamento em campo. Recomenda-se o uso de cabo de seguran&#xE7;a como medida complementar.</p><p>O menu da BTC-4E22 &#xE9; intuitivo e permite ajustes r&#xE1;pidos diretamente em campo, o que &#xE9; especialmente &#xFA;til quando v&#xE1;rias c&#xE2;meras precisam ser instaladas em uma mesma &#xE1;rea de estudo. A fixa&#xE7;&#xE3;o em &#xE1;rvores ou estruturas naturais tamb&#xE9;m &#xE9; simples, facilitando o reposicionamento quando necess&#xE1;rio.</p><figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://blog.lognature.com.br/content/images/2026/03/Captura-de-tela-2026-03-13-132120.png" class="kg-image" alt="Browning BTC-4E22 C&#xE2;mera Trap Review" loading="lazy" width="531" height="349"></figure><p></p><p><strong>Qualidade de Imagem, V&#xED;deo e &#xC1;udio</strong></p><p>A qualidade de imagem e v&#xED;deo permite identifica&#xE7;&#xE3;o clara das esp&#xE9;cies registradas e possibilita an&#xE1;lises comportamentais importantes para estudos ecol&#xF3;gicos. Os v&#xED;deos capturados apresentaram boa nitidez e ilumina&#xE7;&#xE3;o adequada mesmo &#xE0; noite.</p><p>Al&#xE9;m dos registros de <em>Lontra longicaudis</em>, os equipamentos documentaram outras esp&#xE9;cies que utilizam as &#xE1;reas &#xFA;midas e a vegeta&#xE7;&#xE3;o associada, ampliando o conjunto de dados sobre a fauna local.</p><p>O registro de &#xE1;udio tamb&#xE9;m foi eficiente, fornecendo informa&#xE7;&#xF5;es adicionais sobre o ambiente e o comportamento da fauna.</p><p>Durante o monitoramento, o sensor foi configurado no n&#xED;vel m&#xE1;ximo de sensibilidade. Essa configura&#xE7;&#xE3;o foi adotada porque a lontra-neotropical pode apresentar menor contraste t&#xE9;rmico em rela&#xE7;&#xE3;o ao ambiente ap&#xF3;s permanecer na &#xE1;gua, o que pode dificultar sua detec&#xE7;&#xE3;o pelo sensor infravermelho.</p><p>Como consequ&#xEA;ncia, em locais com vegeta&#xE7;&#xE3;o pr&#xF3;xima ou folhas em movimento, o sensor apresentou maior n&#xFA;mero de acionamentos por falso positivo, um efeito esperado e aceito para garantir que nenhum registro de passagem da esp&#xE9;cie fosse perdido.</p><p>Al&#xE9;m disso, quando as c&#xE2;meras s&#xE3;o instaladas muito pr&#xF3;ximas umas das outras, pode ocorrer interfer&#xEA;ncia entre os sensores infravermelhos. Esse &#xE9; um aspecto comum em projetos que utilizam m&#xFA;ltiplos equipamentos e pode ser evitado mantendo um espa&#xE7;amento adequado entre as unidades.</p><p>De modo geral, as c&#xE2;meras apresentaram funcionamento cont&#xED;nuo ao longo de todo o per&#xED;odo de uso, registrando diferentes esp&#xE9;cies.</p><figure class="kg-card kg-video-card kg-width-regular" data-kg-thumbnail="https://blog.lognature.com.br/content/media/2026/03/V-DEO-FINAL--1-_thumb.jpg" data-kg-custom-thumbnail>
            <div class="kg-video-container">
                <video src="https://blog.lognature.com.br/content/media/2026/03/V-DEO-FINAL--1-.mp4" poster="https://img.spacergif.org/v1/1920x1080/0a/spacer.png" width="1920" height="1080" loop autoplay muted playsinline preload="metadata" style="background: transparent url(&apos;https://blog.lognature.com.br/content/media/2026/03/V-DEO-FINAL--1-_thumb.jpg&apos;) 50% 50% / cover no-repeat;"></video>
                <div class="kg-video-overlay">
                    <button class="kg-video-large-play-icon" aria-label="Play video">
                        <svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewbox="0 0 24 24">
                            <path d="M23.14 10.608 2.253.164A1.559 1.559 0 0 0 0 1.557v20.887a1.558 1.558 0 0 0 2.253 1.392L23.14 13.393a1.557 1.557 0 0 0 0-2.785Z"/>
                        </svg>
                    </button>
                </div>
                <div class="kg-video-player-container kg-video-hide">
                    <div class="kg-video-player">
                        <button class="kg-video-play-icon" aria-label="Play video">
                            <svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewbox="0 0 24 24">
                                <path d="M23.14 10.608 2.253.164A1.559 1.559 0 0 0 0 1.557v20.887a1.558 1.558 0 0 0 2.253 1.392L23.14 13.393a1.557 1.557 0 0 0 0-2.785Z"/>
                            </svg>
                        </button>
                        <button class="kg-video-pause-icon kg-video-hide" aria-label="Pause video">
                            <svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewbox="0 0 24 24">
                                <rect x="3" y="1" width="7" height="22" rx="1.5" ry="1.5"/>
                                <rect x="14" y="1" width="7" height="22" rx="1.5" ry="1.5"/>
                            </svg>
                        </button>
                        <span class="kg-video-current-time">0:00</span>
                        <div class="kg-video-time">
                            /<span class="kg-video-duration">1:22</span>
                        </div>
                        <input type="range" class="kg-video-seek-slider" max="100" value="0">
                        <button class="kg-video-playback-rate" aria-label="Adjust playback speed">1&#xD7;</button>
                        <button class="kg-video-unmute-icon" aria-label="Unmute">
                            <svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewbox="0 0 24 24">
                                <path d="M15.189 2.021a9.728 9.728 0 0 0-7.924 4.85.249.249 0 0 1-.221.133H5.25a3 3 0 0 0-3 3v2a3 3 0 0 0 3 3h1.794a.249.249 0 0 1 .221.133 9.73 9.73 0 0 0 7.924 4.85h.06a1 1 0 0 0 1-1V3.02a1 1 0 0 0-1.06-.998Z"/>
                            </svg>
                        </button>
                        <button class="kg-video-mute-icon kg-video-hide" aria-label="Mute">
                            <svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewbox="0 0 24 24">
                                <path d="M16.177 4.3a.248.248 0 0 0 .073-.176v-1.1a1 1 0 0 0-1.061-1 9.728 9.728 0 0 0-7.924 4.85.249.249 0 0 1-.221.133H5.25a3 3 0 0 0-3 3v2a3 3 0 0 0 3 3h.114a.251.251 0 0 0 .177-.073ZM23.707 1.706A1 1 0 0 0 22.293.292l-22 22a1 1 0 0 0 0 1.414l.009.009a1 1 0 0 0 1.405-.009l6.63-6.631A.251.251 0 0 1 8.515 17a.245.245 0 0 1 .177.075 10.081 10.081 0 0 0 6.5 2.92 1 1 0 0 0 1.061-1V9.266a.247.247 0 0 1 .073-.176Z"/>
                            </svg>
                        </button>
                        <input type="range" class="kg-video-volume-slider" max="100" value="100">
                    </div>
                </div>
            </div>
            
        </figure><p><br><strong>Consumo de Energia</strong><br><br>Utilizando seis baterias AA alcalinas, a autonomia m&#xE9;dia observada foi de aproximadamente um m&#xEA;s de opera&#xE7;&#xE3;o, mesmo durante o inverno e sob temperaturas m&#xED;nimas em torno de 7 &#xB0;C.</p><p>Esse desempenho &#xE9; adequado para projetos de monitoramento cont&#xED;nuo, reduzindo a necessidade de visitas frequentes ao local para troca de baterias. Para maximizar o desempenho, recomenda-se o uso de pilhas recarreg&#xE1;veis de alto desempenho.</p><p><br><strong>Pontos Fortes da C&#xE2;mera Trap Browning</strong><br><br>Alta qualidade de imagem, v&#xED;deo e &#xE1;udio;<br>Sensor de movimento sens&#xED;vel e eficiente;<br>Design discreto e f&#xE1;cil de camuflar no ambiente;<br>Instala&#xE7;&#xE3;o simples e menu intuitivo;<br>Boa resist&#xEA;ncia &#xE0;s condi&#xE7;&#xF5;es clim&#xE1;ticas.<br></p><p><strong>Boas Pr&#xE1;ticas de Uso</strong></p><p>Para otimizar o desempenho das c&#xE2;meras trap, algumas recomenda&#xE7;&#xF5;es incluem:</p><p>Utilizar baterias de boa qualidade, preferencialmente recarreg&#xE1;veis de alto desempenho.<br><br><a href="https://lognature.com.br/produtos/baterias-aa-ni-mh-recarregaveis-panasonic-eneloop-pro/?ref=blog.lognature.com.br">https://lognature.com.br/produtos/baterias-aa-ni-mh-recarregaveis-panasonic-eneloop-pro/</a><br><br>Utilizar cabo de seguran&#xE7;a para proteger o equipamento em campo.<br><br><a href="https://lognature.com.br/produtos/cabo-de-seguranca/?ref=blog.lognature.com.br">https://lognature.com.br/produtos/cabo-de-seguranca/</a><br><br><br><strong>Considera&#xE7;&#xF5;es</strong><br><br>De modo geral, as c&#xE2;meras BTC-4E22 apresentaram funcionamento cont&#xED;nuo ao longo de todo o per&#xED;odo, registrando a lontra-neotropical e diversas outras esp&#xE9;cies associadas &#xE0;s &#xE1;reas &#xFA;midas monitoradas. Quando bem-posicionadas e configuradas de acordo com o objetivo do estudo, as c&#xE2;meras trap Browning se tornam ferramentas fundamentais para pesquisa cient&#xED;fica, monitoramento da biodiversidade e conserva&#xE7;&#xE3;o da fauna.</p><p>&#xA0;A Log Nature agradece ao pesquisador Pedro Hoffmann pela colabora&#xE7;&#xE3;o e pela elabora&#xE7;&#xE3;o deste review baseado em sua experi&#xEA;ncia em campo.&#xA0;</p><p>&#xA0;</p><p>&#xA0;</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Telemetria na conservação da fauna: quando tecnologia e bem-estar animal caminham juntos]]></title><description><![CDATA[<p>A telemetria se consolidou, nas &#xFA;ltimas d&#xE9;cadas, como uma das ferramentas mais importantes para o monitoramento e a conserva&#xE7;&#xE3;o de animais silvestres. Ao permitir o acompanhamento remoto de indiv&#xED;duos ao longo do tempo, essa tecnologia fornece informa&#xE7;&#xF5;es essenciais sobre</p>]]></description><link>https://blog.lognature.com.br/telemetria-na-conservacao-da-fauna-quando-tecnologia-e-bem-estar-animal-caminham-juntos/</link><guid isPermaLink="false">699738e58d7fb229e460dcc8</guid><dc:creator><![CDATA[Clara Lopes]]></dc:creator><pubDate>Thu, 19 Feb 2026 18:39:59 GMT</pubDate><media:content url="https://blog.lognature.com.br/content/images/2026/03/BLOG---telemetria-Andr-.png" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://blog.lognature.com.br/content/images/2026/03/BLOG---telemetria-Andr-.png" alt="Telemetria na conserva&#xE7;&#xE3;o da fauna: quando tecnologia e bem-estar animal caminham juntos"><p>A telemetria se consolidou, nas &#xFA;ltimas d&#xE9;cadas, como uma das ferramentas mais importantes para o monitoramento e a conserva&#xE7;&#xE3;o de animais silvestres. Ao permitir o acompanhamento remoto de indiv&#xED;duos ao longo do tempo, essa tecnologia fornece informa&#xE7;&#xF5;es essenciais sobre &#xE1;reas de vida, padr&#xF5;es de deslocamento, rotas migrat&#xF3;rias, uso do habitat e comportamento. Esses dados s&#xE3;o fundamentais para embasar estrat&#xE9;gias de conserva&#xE7;&#xE3;o, avaliar impactos antr&#xF3;picos e orientar pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas voltadas &#xE0; prote&#xE7;&#xE3;o da biodiversidade.</p><p>No entanto, t&#xE3;o importante quanto coletar dados &#xE9; garantir que essa coleta seja feita de forma &#xE9;tica, minimizando qualquer impacto negativo sobre os animais monitorados. A escolha do equipamento, o peso do transmissor e, principalmente, a forma de fixa&#xE7;&#xE3;o s&#xE3;o pontos essenciais na pesquisa. M&#xE9;todos inadequados podem causar estresse, altera&#xE7;&#xF5;es comportamentais, les&#xF5;es f&#xED;sicas e at&#xE9; comprometer a sobreviv&#xEA;ncia dos indiv&#xED;duos, al&#xE9;m de afetar a qualidade dos dados obtidos.</p><p>Entre os diferentes grupos da fauna, as aves, especialmente as de m&#xE9;dio e grande porte, est&#xE3;o entre as mais estudadas com o uso da telemetria. Em rapinantes e aves planadoras, como a harpia, o urubu-de-cabe&#xE7;a-preta e o condor-dos-andes, por exemplo, essa tecnologia permite compreender deslocamentos em larga escala, &#xE1;reas de alimenta&#xE7;&#xE3;o, padr&#xF5;es de uso de correntes t&#xE9;rmicas, dispers&#xE3;o p&#xF3;s-soltura e conectividade entre habitats.</p><p>Apesar dos avan&#xE7;os tecnol&#xF3;gicos, que tornaram os transmissores cada vez menores e mais eficientes, o m&#xE9;todo de fixa&#xE7;&#xE3;o ainda representa um grande desafio. O m&#xE9;todo mais utilizado em aves de rapina envolve a fixa&#xE7;&#xE3;o dorsal de transmissores por meio de arneses peitorais, frequentemente descrito na literatura como um sistema do tipo &#x201C;mochila&#x201D;. Embora amplamente empregado, esse m&#xE9;todo apresenta limita&#xE7;&#xF5;es bem documentadas na literatura cient&#xED;fica.</p><p>&#xC9; nesse contexto, que se insere o estudo do Andr&#xE9; Beal <em>&#x201C;Dorsal anchoring: an alternative to the pectoral harness for the attachment of transmitters to raptors&#x201D;</em>, publicado em 2025 no <em>Journal of Field Ornithology</em>. O trabalho apresenta e avalia uma nova t&#xE9;cnica de fixa&#xE7;&#xE3;o de transmissores em aves de rapina, denominada ancoragem dorsal, desenvolvida como uma adapta&#xE7;&#xE3;o do m&#xE9;todo tipo mochila, mas com impactos potencialmente menores sobre os animais.</p><p>A pesquisa foi conduzida no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) de Aracaju, em Sergipe, durante atividades de reabilita&#xE7;&#xE3;o e soltura de aves. Ao todo, 31 rapinantes foram monitorados, incluindo urubus-de-cabe&#xE7;a-preta (<em>Coragyps atratus</em>), gavi&#xF5;es-asa-de-telha (<em>Parabuteo unicinctus</em>), gavi&#xF5;es-de-cauda-branca (<em>Geranoaetus albicaudatus</em>) e um gavi&#xE3;o-preto (<em>Urubitinga urubitinga</em>). Diferentes modelos de transmissores foram utilizados, incluindo dispositivos IoT, equipamentos GPS/Argos e GSM solares das marcas Lotek e Ecotone, com pesos compat&#xED;veis com a massa corporal das esp&#xE9;cies monitoradas.</p><p>A t&#xE9;cnica proposta combina fixa&#xE7;&#xE3;o direta &#xE0;s penas dorsais com um sistema de amarra&#xE7;&#xE3;o leve, evitando o contato direto do equipamento com a pele do animal. Antes da fixa&#xE7;&#xE3;o, uma fita isolante de tecido &#xE9; aplicada &#xE0; base do transmissor para melhorar a ader&#xEA;ncia da cola e impedir que o adesivo alcance a pele.</p><p>O transmissor &#xE9; ent&#xE3;o colado na regi&#xE3;o entre as esc&#xE1;pulas, alinhado ao eixo do corpo, com a antena voltada para tr&#xE1;s. Fios de seda s&#xE3;o utilizados para ancorar o equipamento &#xE0;s penas de cobertura escapular e &#xE0;s penas terci&#xE1;rias das asas, que n&#xE3;o s&#xE3;o consideradas essenciais para o voo. Todo o procedimento &#xE9; realizado manualmente, sem anestesia, com conten&#xE7;&#xE3;o cuidadosa, e o arranjo final das penas busca manter a plumagem o mais natural poss&#xED;vel.</p><p>Um ponto importante dessa t&#xE9;cnica &#xE9; que, como o transmissor est&#xE1; preso &#xE0;s penas e n&#xE3;o ao corpo do animal, a muda natural da plumagem garante a soltura espont&#xE2;nea do equipamento ao longo do tempo, eliminando a necessidade de recaptura.</p><p>Os resultados do estudo foram bastante promissores. O tempo m&#xE9;dio de transmiss&#xE3;o dos dados foi de 86 dias, com um per&#xED;odo m&#xE9;dio total de monitoramento de 114 dias, considerando dados obtidos ap&#xF3;s recapturas. Em alguns casos, os transmissores permaneceram ativos por mais de 300 dias, sendo a dura&#xE7;&#xE3;o limitada principalmente pela vida &#xFA;til da bateria, e n&#xE3;o pela perda do equipamento.</p><p>As observa&#xE7;&#xF5;es p&#xF3;s-soltura n&#xE3;o indicaram altera&#xE7;&#xF5;es comportamentais significativas. As aves apresentaram voo natural, deslocamentos expressivos e uso normal do habitat. Em indiv&#xED;duos recapturados, n&#xE3;o foram observadas les&#xF5;es na pele ou danos &#xE0;s penas, tampouco perda de condi&#xE7;&#xE3;o corporal. Pelo contr&#xE1;rio, um dos urubus recapturados apresentou aumento de peso ao longo do per&#xED;odo monitorado.</p><p>Comparada aos arneses tradicionais, a ancoragem dorsal eliminou o risco de abras&#xF5;es na regi&#xE3;o das asas e reduziu o tempo de manejo durante a instala&#xE7;&#xE3;o do equipamento. Os autores concluem que a t&#xE9;cnica de ancoragem dorsal atende a dois objetivos centrais: reduzir impactos negativos sobre os animais e permitir a soltura natural do equipamento ao longo do tempo, sem a necessidade de recaptura. Embora o m&#xE9;todo seja mais indicado para estudos de curto e m&#xE9;dio prazo (at&#xE9; cerca de um ano), ele representa um grande avan&#xE7;o, especialmente para o monitoramento de aves planadoras e rapinantes.</p><p>Mais do que uma inova&#xE7;&#xE3;o t&#xE9;cnica, esse trabalho refor&#xE7;a um princ&#xED;pio fundamental da conserva&#xE7;&#xE3;o, onde a tecnologia deve estar a servi&#xE7;o da vida. Investir em m&#xE9;todos que respeitem o bem-estar dos animais n&#xE3;o apenas &#xE9; uma exig&#xEA;ncia &#xE9;tica, mas tamb&#xE9;m uma forma de melhorar a qualidade dos dados e fortalecer a ci&#xEA;ncia aplicada &#xE0; conserva&#xE7;&#xE3;o da biodiversidade.&#xA0;</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Retrospectiva 2025: apoio a projetos de conservação]]></title><description><![CDATA[<p>A conserva&#xE7;&#xE3;o da biodiversidade &#xE9; constru&#xED;da no trabalho di&#xE1;rio de quem atua em campo, desenvolvendo estudos e a&#xE7;&#xF5;es voltadas &#xE0; prote&#xE7;&#xE3;o da fauna e da flora. Em 2025, tivemos a oportunidade de colaborar com diversas pesquisas que</p>]]></description><link>https://blog.lognature.com.br/retrospectiva-2025-apoio-a-projetos-de-conservacao/</link><guid isPermaLink="false">697101714c087ea0952a75af</guid><dc:creator><![CDATA[Clara Lopes]]></dc:creator><pubDate>Wed, 21 Jan 2026 16:41:46 GMT</pubDate><media:content url="https://blog.lognature.com.br/content/images/2026/01/Apoios.png" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://blog.lognature.com.br/content/images/2026/01/Apoios.png" alt="Retrospectiva 2025: apoio a projetos de conserva&#xE7;&#xE3;o"><p>A conserva&#xE7;&#xE3;o da biodiversidade &#xE9; constru&#xED;da no trabalho di&#xE1;rio de quem atua em campo, desenvolvendo estudos e a&#xE7;&#xF5;es voltadas &#xE0; prote&#xE7;&#xE3;o da fauna e da flora. Em 2025, tivemos a oportunidade de colaborar com diversas pesquisas que refletem diferentes abordagens para a conserva&#xE7;&#xE3;o.</p><p>Atuar em estados distintos &#xE9; fundamental para compreender a diversidade de ecossistemas e esp&#xE9;cies do Brasil. Cada bioma enfrenta amea&#xE7;as espec&#xED;ficas, que v&#xE3;o do desmatamento e da polui&#xE7;&#xE3;o aos conflitos entre as atividades humanas e a fauna local, exigindo solu&#xE7;&#xF5;es adaptadas ao contexto de cada regi&#xE3;o. Nesse cen&#xE1;rio, apoiar iniciativas distribu&#xED;das pelo pa&#xED;s permite proteger &#xE1;reas estrat&#xE9;gicas, gerar conhecimento cient&#xED;fico mais abrangente e fortalecer redes de conserva&#xE7;&#xE3;o que consideram tanto a fauna quanto as comunidades que dela dependem.</p><p>A seguir, apresentamos alguns exemplos dessas iniciativas, que ilustram diferentes estrat&#xE9;gias adotadas para a prote&#xE7;&#xE3;o de esp&#xE9;cies e ecossistemas em distintos contextos. A lista n&#xE3;o contempla todos os projetos apoiados, mas evidencia a diversidade de a&#xE7;&#xF5;es desenvolvidas.</p><p><strong>Impactos antr&#xF3;picos na sa&#xFA;de dos morcegos na Amaz&#xF4;nia (Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz&#xF4;nia - INPA)</strong><br><br>Na Amaz&#xF4;nia, os morcegos desempenham fun&#xE7;&#xF5;es ecol&#xF3;gicas essenciais, atuando no controle de popula&#xE7;&#xF5;es de insetos, na poliniza&#xE7;&#xE3;o e na dispers&#xE3;o de sementes, o que os torna pe&#xE7;as-chave para o funcionamento dos ecossistemas. Desenvolvida pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz&#xF4;nia (INPA), a pesquisa investiga como a polui&#xE7;&#xE3;o ambiental associada &#xE0;s mudan&#xE7;as no uso da terra, como monoculturas, minera&#xE7;&#xE3;o ilegal e urbaniza&#xE7;&#xE3;o, influencia a sa&#xFA;de desses animais. O estudo avalia indicadores fisiol&#xF3;gicos e citogen&#xE9;ticos e busca compreender os diferentes caminhos pelos quais essas altera&#xE7;&#xF5;es afetam os morcegos, incluindo a contamina&#xE7;&#xE3;o da &#xE1;gua, do solo e dos recursos alimentares, especialmente insetos.</p><p>Embora muitos estudos na Amaz&#xF4;nia se concentrem na descri&#xE7;&#xE3;o da biodiversidade, compreender como as atividades humanas afetam diretamente a sa&#xFA;de dos morcegos traz uma nova perspectiva para a conserva&#xE7;&#xE3;o da fauna.</p><p><strong>Prevenindo a Extin&#xE7;&#xE3;o do Tatu-canastra <em>(Priodontes maximus)</em> na Mata Atl&#xE2;ntica (Lucas Mendes - ICAS)</strong><br><br>O Parque Estadual do Rio Doce (PERD), a maior &#xE1;rea protegida de Mata Atl&#xE2;ntica do Brasil, abriga ecossistemas essenciais para a sobreviv&#xEA;ncia de diversas esp&#xE9;cies amea&#xE7;adas, incluindo o tatu-canastra (<em>Priodontes maximus</em>). Essa esp&#xE9;cie, que enfrenta riscos elevados de extin&#xE7;&#xE3;o, desempenha papel importante na manuten&#xE7;&#xE3;o do solo e na din&#xE2;mica dos ecossistemas florestais. O projeto <em>Prevenindo a Extin&#xE7;&#xE3;o do Tatu-canastra</em> concentra esfor&#xE7;os no PERD e em sua zona de amortecimento, avaliando a ecologia, amea&#xE7;as e viabilidade populacional da esp&#xE9;cie. A iniciativa fornece subs&#xED;dios fundamentais para estrat&#xE9;gias de conserva&#xE7;&#xE3;o e manejo, incluindo a&#xE7;&#xF5;es de prote&#xE7;&#xE3;o de habitat, monitoramento populacional e engajamento com as comunidades locais, refor&#xE7;ando a preserva&#xE7;&#xE3;o de uma das esp&#xE9;cies mais ic&#xF4;nicas da Mata Atl&#xE2;ntica.</p><p><strong>Regenera&#xE7;&#xE3;o em agroflorestas de cacau no sul da Bahia (Matheus Torres - Programa de P&#xF3;s-Gradua&#xE7;&#xE3;o em Ecologia e Conserva&#xE7;&#xE3;o da Biodiversidade UESC)</strong><br><br>No sul da Bahia, as agroflorestas de cacau combinam produ&#xE7;&#xE3;o agr&#xED;cola com fragmentos florestais, contribuindo para a conectividade da Mata Atl&#xE2;ntica. O projeto investiga como fatores ambientais, como cobertura florestal, presen&#xE7;a de dispersores de sementes e caracter&#xED;sticas do solo e do dossel, influenciam a regenera&#xE7;&#xE3;o florestal nessas &#xE1;reas.</p><p>O estudo avalia tanto a regenera&#xE7;&#xE3;o natural do banco de sementes quanto o crescimento de mudas experimentais, incluindo esp&#xE9;cies como <em>Euterpe edulis</em> (amea&#xE7;ada) e <em>Inga edulis</em> (indicada para restaura&#xE7;&#xE3;o).</p><p>Os resultados fornecem informa&#xE7;&#xF5;es valiosas para orientar pr&#xE1;ticas de restaura&#xE7;&#xE3;o e manejo sustent&#xE1;vel dessas agroflorestas, promovendo conserva&#xE7;&#xE3;o e recupera&#xE7;&#xE3;o da Mata Atl&#xE2;ntica.</p><p><strong>Melipon&#xE1;rio do Ecomuseu dos Campos de S&#xE3;o Jos&#xE9; (Maria Siqueira - Centro de Estudos da Cultura Popular)</strong><br><br>As<strong> </strong>abelhas desempenham papel central na poliniza&#xE7;&#xE3;o, forma&#xE7;&#xE3;o de frutos e dispers&#xE3;o de sementes, influenciando tanto a produ&#xE7;&#xE3;o agr&#xED;cola quanto a regenera&#xE7;&#xE3;o ambiental. O estudo Melipon&#xE1;rio do Ecomuseu dos Campos de S&#xE3;o Jos&#xE9; tem como objetivo conservar abelhas nativas e promover a conscientiza&#xE7;&#xE3;o sobre a import&#xE2;ncia desses polinizadores.</p><p>Al&#xE9;m da conserva&#xE7;&#xE3;o, o melipon&#xE1;rio atua como espa&#xE7;o de educa&#xE7;&#xE3;o ambiental, envolvendo a comunidade local em a&#xE7;&#xF5;es de monitoramento, resgate de col&#xF4;nias, plantio de esp&#xE9;cies nativas e incentivo &#xE0; conviv&#xEA;ncia harmoniosa entre pessoas e natureza. O projeto fortalece a prote&#xE7;&#xE3;o das abelhas nativas, inclusive em &#xE1;reas urbanas, e estimula pr&#xE1;ticas que valorizam esses polinizadores fundamentais para a biodiversidade.</p><p><strong>Avalia&#xE7;&#xE3;o da Intera&#xE7;&#xE3;o entre Ariranhas <em>(Pteronura brasiliensis)</em> e On&#xE7;as-pintadas <em>(Panthera onca) </em>na regi&#xE3;o do Porto Jofre (Caroline Leuchtenberger - Projeto Ariranhas).</strong><br><br>No Pantanal, rios, lagoas e v&#xE1;rzeas formam um ambiente complexo em que predadores de topo, como on&#xE7;as-pintadas (<em>Panthera onca</em>), e ariranhas (<em>Pteronura brasiliensis</em>) interagem, influenciando toda a rede ecol&#xF3;gica. Na regi&#xE3;o de Porto Jofre, o projeto investiga essas intera&#xE7;&#xF5;es, avaliando como fatores ambientais e atividades humanas afetam o comportamento, preda&#xE7;&#xE3;o, defesa e densidade populacional de ambas as esp&#xE9;cies ao longo dos corpos d&#x2019;&#xE1;gua monitorados.</p><p>Ao relacionar essas intera&#xE7;&#xF5;es interespec&#xED;ficas com vari&#xE1;veis como regime hidrol&#xF3;gico, inc&#xEA;ndios e circula&#xE7;&#xE3;o de embarca&#xE7;&#xF5;es, a pesquisa fornece recomenda&#xE7;&#xF5;es para reduzir conflitos, proteger habitats cr&#xED;ticos e orientar estrat&#xE9;gias de conserva&#xE7;&#xE3;o.</p><p><strong>An&#xE1;lise comparativa do perfil hematol&#xF3;gico, dieta, caracter&#xED;sticas morfom&#xE9;tricas e ecologia do movimento de Tracaj&#xE1;s <em>(podocnemis unifilis)</em> em lagos de meandro, rios e igarap&#xE9;s (Isabelle Caroline - UFAC).</strong><br><br>Em rios, lagos e igarap&#xE9;s amaz&#xF4;nicos, os tracaj&#xE1;s (<em>Podocnemis unifilis</em>) desempenham papel importante na dispers&#xE3;o de sementes e na manuten&#xE7;&#xE3;o da estrutura dos ecossistemas aqu&#xE1;ticos. Na comunidade S&#xE3;o Jo&#xE3;o, na Reserva Extrativista Riozinho da Liberdade, o projeto investiga como a ecologia do movimento desses quel&#xF4;nios influencia seu tamanho, dieta e par&#xE2;metros hematol&#xF3;gicos. A pesquisa avalia diferen&#xE7;as morfom&#xE9;tricas e hematol&#xF3;gicas entre os ambientes, analisa padr&#xF5;es alimentares e caracteriza os locais de coleta considerando fatores como dist&#xE2;ncia at&#xE9; corpos d&#x2019;&#xE1;gua, temperatura, tipo de substrato e impactos antr&#xF3;picos. Com isso, busca compreender como o uso do habitat afeta a biologia e a sa&#xFA;de da esp&#xE9;cie, fornecendo informa&#xE7;&#xF5;es relevantes para sua conserva&#xE7;&#xE3;o.</p><p><strong>Monitoramento de grandes felinos e suas presas em Reservas Extrativistas do Acre &#xA0;(Luiz Borges - Associa&#xE7;&#xE3;o SOS Amaz&#xF4;nia)</strong><br><br>Grandes felinos s&#xE3;o predadores-chave que regulam popula&#xE7;&#xF5;es de presas e mant&#xEA;m o equil&#xED;brio ecol&#xF3;gico. Na Amaz&#xF4;nia,<strong> </strong>o projeto monitora esses animais e outros mam&#xED;feros terrestres por meio de armadilhas fotogr&#xE1;ficas, identificando padr&#xF5;es de movimento e uso do habitat. A iniciativa tamb&#xE9;m envolve a comunidade local, fortalecendo a ci&#xEA;ncia cidad&#xE3; e a conscientiza&#xE7;&#xE3;o ambiental.</p><p>Os dados gerados subsidiam estrat&#xE9;gias de conserva&#xE7;&#xE3;o e manejo, permitem avaliar impactos humanos e orientam a&#xE7;&#xF5;es para mitigar conflitos e proteger &#xE1;reas priorit&#xE1;rias, contando ainda com o apoio de tecnologias de reconhecimento autom&#xE1;tico de esp&#xE9;cies.</p><p><strong>Monitoramento das comunidades recifais das ilhas oce&#xE2;nicas brasileiras (PELD ILOC)</strong><br><br>As ilhas oce&#xE2;nicas brasileiras abrigam ecossistemas marinhos &#xFA;nicos, altamente sens&#xED;veis a altera&#xE7;&#xF5;es clim&#xE1;ticas e antr&#xF3;picas. O monitoramento de longo prazo permite avaliar como esses impactos afetam a biodiversidade marinha. Nesse contexto, o projeto acompanha diversos componentes da fauna e da flora, incluindo peixes, tubar&#xF5;es, caranguejos, corais, ouri&#xE7;os, polvos, pl&#xE2;ncton e algas, al&#xE9;m de analisar fatores abi&#xF3;ticos e desenvolver iniciativas socioambientais.</p><p>Entre os destaques est&#xE3;o os estudos sobre o pl&#xE2;ncton, a popula&#xE7;&#xE3;o do caranguejo-aratu (<em>Grapsus grapsus</em>) e o planejamento para criar o primeiro banco de dados gen&#xE9;tico da biodiversidade marinha com uso de eDNA, contribuindo de forma significativa para o avan&#xE7;o do conhecimento cient&#xED;fico e para a conserva&#xE7;&#xE3;o desses ecossistemas &#xFA;nicos.</p><p><strong>An&#xE1;lise da efetividade de passagens de fauna como ferramenta para conserva&#xE7;&#xE3;o da biodiversidade na Flona restinga de Cabedelo, Para&#xED;ba (Nelsinely Ficher - UFPB).</strong><br><br>O atropelamento de fauna ao longo de ferrovias &#xE9; uma das principais amea&#xE7;as &#xE0; biodiversidade em &#xE1;reas protegidas, causando perdas significativas de indiv&#xED;duos e afetando popula&#xE7;&#xF5;es locais. Na Floresta Nacional (FLONA) Restinga de Cabedelo, na Para&#xED;ba, pontes de dossel foram instaladas sobre a linha f&#xE9;rrea como uma estrat&#xE9;gia para reduzir esses impactos. A iniciativa envolve a instala&#xE7;&#xE3;o de estruturas feitas de diferentes materiais, o monitoramento de seu uso e o registro das esp&#xE9;cies que as utilizam, com o objetivo de identificar os designs mais eficazes para promover travessias seguras e proteger os animais.</p><p><strong>Canastra e Colmeias: Coexist&#xEA;ncia nos Assentamentos do Cerrado (Projeto Tatu Canastra).</strong></p><p>Os conflitos entre tatus e apicultores ocorrem, em geral, quando a atividade de escava&#xE7;&#xE3;o desses animais causa danos &#xE0;s colmeias e &#xE0;s estruturas dos api&#xE1;rios, gerando preju&#xED;zos econ&#xF4;micos e tens&#xF5;es entre a conserva&#xE7;&#xE3;o da fauna silvestre e os meios de subsist&#xEA;ncia humanos.</p><p>Com o objetivo de mitigar esses conflitos, o projeto monitora o comportamento do tatu-canastra nos api&#xE1;rios dos assentamentos Mutum e Avar&#xE9;, em Ribas do Rio Pardo, com o apoio da comunidade local, promovendo a coexist&#xEA;ncia harmoniosa entre apicultores e essa esp&#xE9;cie amea&#xE7;ada. Por meio do uso de c&#xE2;meras trap e da instala&#xE7;&#xE3;o de barreiras f&#xED;sicas, s&#xE3;o registrados os padr&#xF5;es de intera&#xE7;&#xE3;o com as colmeias e adotadas estrat&#xE9;gias para impedir o acesso dos animais. Al&#xE9;m disso, o projeto realiza a&#xE7;&#xF5;es de sensibiliza&#xE7;&#xE3;o junto aos apicultores, refor&#xE7;ando a import&#xE2;ncia da conserva&#xE7;&#xE3;o e incentivando a valoriza&#xE7;&#xE3;o de produtos certificados com o selo &#x201C;Amigo do Tatu-Canastra&#x201D;.</p><p><strong>Programa Carn&#xED;voros do Rio</strong><br><br>On&#xE7;as-pardas (<em>Puma concolor</em>) e jaguatiricas (<em>Leopardus pardalis</em>), carn&#xED;voros de topo da Mata Atl&#xE2;ntica, desempenham um papel crucial na regula&#xE7;&#xE3;o de popula&#xE7;&#xF5;es de presas e na manuten&#xE7;&#xE3;o do equil&#xED;brio dos ecossistemas. No Rio de Janeiro, o Programa Carn&#xED;voros atua na reabilita&#xE7;&#xE3;o e reintegra&#xE7;&#xE3;o desses fel&#xED;deos, monitorando sua movimenta&#xE7;&#xE3;o, dispers&#xE3;o, &#xE1;rea de vida, sobreposi&#xE7;&#xE3;o espacial e ecologia alimentar. A iniciativa desenvolve estrat&#xE9;gias de conserva&#xE7;&#xE3;o, incluindo corredores ecol&#xF3;gicos e medidas de coexist&#xEA;ncia, al&#xE9;m de protocolos de reabilita&#xE7;&#xE3;o, soltura e an&#xE1;lises gen&#xE9;ticas, sangu&#xED;neas e parasitol&#xF3;gicas, fortalecendo a prote&#xE7;&#xE3;o dessas esp&#xE9;cies.</p><p><strong>Monitoramento da fauna na T.I. Cachoeirinha (Stefania Cristino - Instituto SOS Pantanal)</strong><br><br>Na Terra Ind&#xED;gena Cachoeirinha, no Pantanal, nascentes e cursos d&#x2019;&#xE1;gua s&#xE3;o vitais para a manuten&#xE7;&#xE3;o da biodiversidade. O projeto, realizado em Miranda (MS), avalia os impactos das a&#xE7;&#xF5;es de restaura&#xE7;&#xE3;o ecol&#xF3;gica nessas regi&#xF5;es e identifica &#xE1;reas priorit&#xE1;rias para a conserva&#xE7;&#xE3;o da fauna. A iniciativa tamb&#xE9;m analisa a distribui&#xE7;&#xE3;o e ocorr&#xEA;ncia das esp&#xE9;cies, promove oficinas de conscientiza&#xE7;&#xE3;o com a comunidade local e utiliza tecnologias como c&#xE2;meras trap e SIG para apoiar o manejo adaptativo. Al&#xE9;m disso, os relat&#xF3;rios produzidos subsidiam pol&#xED;ticas de conserva&#xE7;&#xE3;o e estrat&#xE9;gias de restaura&#xE7;&#xE3;o.</p><p><strong>Primatas PERDidos: Conserva&#xE7;&#xE3;o do muriqui-do-norte e do bugio-ruivo (Vanessa de Paula - Muriqui Instituto de Biodiversidade).</strong><br><br>O Parque Estadual do Rio Doce abriga esp&#xE9;cies emblem&#xE1;ticas da Mata Atl&#xE2;ntica, como o muriqui-do-norte (<em>Brachyteles hypoxanthus</em>) e o bugio-ruivo (<em>Alouatta guariba</em>), que desempenham pap&#xE9;is essenciais na dispers&#xE3;o de sementes e manuten&#xE7;&#xE3;o da biodiversidade local. O projeto <em>Primatas PERDidos</em> monitora os grupos remanescentes dessas esp&#xE9;cies, avaliando sua demografia, status de conserva&#xE7;&#xE3;o e principais amea&#xE7;as. A iniciativa utiliza ci&#xEA;ncia cidad&#xE3; e turismo de observa&#xE7;&#xE3;o de primatas para envolver a comunidade e fortalecer a prote&#xE7;&#xE3;o dessas esp&#xE9;cies a longo prazo, tornando-os s&#xED;mbolos de conserva&#xE7;&#xE3;o local. Entre os objetivos est&#xE3;o estimar tamanho populacional e densidade, mapear &#xE1;reas priorit&#xE1;rias para conserva&#xE7;&#xE3;o, fornecer dados para manejo e prote&#xE7;&#xE3;o, desenvolver a&#xE7;&#xF5;es participativas e gerar trabalhos cient&#xED;ficos.</p><p><strong>Servi&#xE7;o de Atendimento de Animais Silvestres de Blumenau - SAASBlu (FURB)</strong><br><br>O atendimento especializado a animais silvestres &#xE9; fundamental para garantir a sa&#xFA;de e a preserva&#xE7;&#xE3;o da fauna, al&#xE9;m de fortalecer a conscientiza&#xE7;&#xE3;o ambiental e a educa&#xE7;&#xE3;o da comunidade. O SAASBlu, realizado em Blumenau (SC), oferece atendimento m&#xE9;dico-veterin&#xE1;rio especializado a animais de vida livre e &#xE0;queles apreendidos por &#xF3;rg&#xE3;os ambientais na regi&#xE3;o do M&#xE9;dio Vale do Itaja&#xED;, promovendo tratamento, recupera&#xE7;&#xE3;o e reintegra&#xE7;&#xE3;o ao habitat sempre que poss&#xED;vel.</p><p>Al&#xE9;m do cuidado direto, a iniciativa atua na educa&#xE7;&#xE3;o ambiental e na forma&#xE7;&#xE3;o acad&#xEA;mica, integrando professores, alunos e funcion&#xE1;rios em atividades pr&#xE1;ticas de ensino, pesquisa e extens&#xE3;o. Tamb&#xE9;m conscientiza a comunidade sobre a import&#xE2;ncia da fauna silvestre, fortalecendo a conserva&#xE7;&#xE3;o local.</p><p><strong>Diploendozoocoria em Ecossistemas Aqu&#xE1;ticos: Lontras como Vetores Secund&#xE1;rios de Sementes (Pedro Henrique - FURG).</strong><br><br>As lontras-neotropicais s&#xE3;o predadores de topo essenciais para a manuten&#xE7;&#xE3;o do equil&#xED;brio em ecossistemas aqu&#xE1;ticos, regulando popula&#xE7;&#xF5;es de peixes e outros vertebrados e influenciando a estrutura das comunidades. Seu papel como dispersoras de sementes, no entanto, ainda &#xE9; pouco conhecido. Nesse contexto, o projeto investiga como essas lontras podem contribuir para a dispers&#xE3;o de sementes, avaliando se consomem suas presas inteiras e se transportam sementes de forma secund&#xE1;ria.</p><p>A pesquisa tamb&#xE9;m analisa o uso de latrinas por lontras e outras esp&#xE9;cies como pontos de intera&#xE7;&#xE3;o ecol&#xF3;gica. Os resultados v&#xE3;o fornecer informa&#xE7;&#xF5;es valiosas para compreender melhor a contribui&#xE7;&#xE3;o desses predadores para a regenera&#xE7;&#xE3;o de &#xE1;reas &#xFA;midas e a conserva&#xE7;&#xE3;o da biodiversidade nesses ecossistemas.</p><p><strong>Monitoramento e Conserva&#xE7;&#xE3;o de Pregui&#xE7;as na &#xC1;rea de Prote&#xE7;&#xE3;o Ambiental Floresta Mana&#xF3;s (Instituto Igap&#xF3;).</strong><br><br>Na regi&#xE3;o de Manaus, fragmentos florestais est&#xE3;o inseridos em um mosaico urbano, criando um cen&#xE1;rio em que os humanos precisam se adaptar &#xE0; presen&#xE7;a da fauna local. Diferentemente de grandes centros urbanos, esses remanescentes florestais amaz&#xF4;nicos ainda mant&#xEA;m elevada diversidade de esp&#xE9;cies e funcionam como corredores ecol&#xF3;gicos e ref&#xFA;gios importantes para a fauna. Nesse contexto, o projeto investiga a ecologia das pregui&#xE7;as no fragmento florestal da UFAM e sua resposta &#xE0; urbaniza&#xE7;&#xE3;o de Manaus. O monitoramento cont&#xED;nuo permite identificar padr&#xF5;es de uso do habitat e comportamento de <em>Bradypus tridactylus</em> e <em>Choloepus didactylus</em>, al&#xE9;m de avaliar fatores de risco, como atropelamentos e ataques de c&#xE3;es. A iniciativa tamb&#xE9;m fornece subs&#xED;dios para pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas de conserva&#xE7;&#xE3;o e apoia a capacita&#xE7;&#xE3;o de estudantes em manejo e pesquisa de fauna silvestre.</p><p>Cada um desses projetos evidencia que conservar envolve compreender a fauna, seus habitats e as intera&#xE7;&#xF5;es com o ambiente e a sociedade, propor estrat&#xE9;gias eficazes de conserva&#xE7;&#xE3;o, engajar comunidades e fortalecer pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas. Todos compartilham o compromisso com a preserva&#xE7;&#xE3;o da biodiversidade brasileira e com a constru&#xE7;&#xE3;o de um futuro mais sustent&#xE1;vel para as esp&#xE9;cies.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Retrospectiva Log Nature 2025]]></title><description><![CDATA[<p>2025 foi um ano de conex&#xF5;es, crescimento e prop&#xF3;sito vividos intensamente.Alcan&#xE7;amos objetivos e realizamos nossa miss&#xE3;o de apoiar quem dedica sua vida &#xE0; conserva&#xE7;&#xE3;o da biodiversidade.</p><p>Nosso apoio a projetos cresceu, ao longo do ano, 62 projetos e</p>]]></description><link>https://blog.lognature.com.br/retrospectiva-log-nature-2025/</link><guid isPermaLink="false">69453f6a4c087ea0952a75a2</guid><dc:creator><![CDATA[Clara Lopes]]></dc:creator><pubDate>Fri, 19 Dec 2025 12:05:37 GMT</pubDate><media:content url="https://blog.lognature.com.br/content/images/2025/12/BLOG---Pan-1.png" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://blog.lognature.com.br/content/images/2025/12/BLOG---Pan-1.png" alt="Retrospectiva Log Nature 2025"><p>2025 foi um ano de conex&#xF5;es, crescimento e prop&#xF3;sito vividos intensamente.Alcan&#xE7;amos objetivos e realizamos nossa miss&#xE3;o de apoiar quem dedica sua vida &#xE0; conserva&#xE7;&#xE3;o da biodiversidade.</p><p>Nosso apoio a projetos cresceu, ao longo do ano, 62 projetos e eventos receberam apoio de diversas formas, impulsionando pesquisas e fortalecendo iniciativas de conserva&#xE7;&#xE3;o em todo o Brasil.</p><p>Fizemos o que amamos, estivemos presentes em congressos e workshops como o CAMBI e o Congresso de Bioac&#xFA;stica, trocando muito conhecimento e fazendo networking para trazer cada vez mais melhorias.</p><p>N&#xE3;o podemos deixar de lembrar do Nature Experience, um evento in&#xE9;dito no Brasil que superou todas as expectativas e marcou a nossa hist&#xF3;ria.</p><p>Quer&#xED;amos dar um presente para a comunidade cient&#xED;fica, falar sobre as tecnologias aplicadas &#xE0; conserva&#xE7;&#xE3;o da biodiversidade, mas de um jeito diferente. Nosso prop&#xF3;sito era reunir, em um s&#xF3; lugar, profissionais que atuam em diferentes &#xE1;reas e projetos, criando um espa&#xE7;o de troca de conhecimento. Afinal, mesmo trabalhando com esp&#xE9;cies e biomas distintos, todos usam as mesmas tecnologias e compartilham os mesmos desafios.</p><p>E foi exatamente isso. O evento contou com 240 participantes, 17 palestras e momentos de troca que ultrapassaram as telas. Recebemos grandes nomes da conserva&#xE7;&#xE3;o e do monitoramento de fauna, nacionais e internacionais, que compartilharam experi&#xEA;ncias e vis&#xF5;es sobre o uso da tecnologia em diversas &#xE1;reas da biologia.</p><p>O que come&#xE7;ou como um evento tornou-se uma comunidade unida por um prop&#xF3;sito que n&#xE3;o para de crescer. E ainda vem muitas surpresas por a&#xED;, aguardem!</p><p>Nossa equipe tamb&#xE9;m cresceu. Novas pessoas chegaram trazendo ideias, energia e dedica&#xE7;&#xE3;o, nos ajudando a alcan&#xE7;ar novos ares.Com elas, lan&#xE7;amos produtos inovadores que refletem mais ainda nosso compromisso em trazer solu&#xE7;&#xF5;es cada vez melhores para quem trabalha em campo: o camb&#xE3;o com trava autom&#xE1;tica, a rede de ictio e os novos pu&#xE7;&#xE1;s verdes, que chegaram para facilitar e aprimorar as pesquisas.</p><p>E olhando para o futuro, estamos com as expectativas l&#xE1; no alto para 2026, e esperamos ser um ano de expans&#xE3;o e prop&#xF3;sito renovado.Queremos crescer nossa comunidade, fortalecer parcerias, apoiar mais bi&#xF3;logos e pesquisadores, e tornar tecnologias e solu&#xE7;&#xF5;es mais acess&#xED;veis a todos os brasileiros que atuam pela conserva&#xE7;&#xE3;o.</p><p>Fizemos 15 anos, e n&#xE3;o poder&#xED;amos estar mais agradecidos pelo o que conquistamos at&#xE9; aqui, e animados pelo o que est&#xE1; por vir.</p><p>Seguiremos buscando novas formas de inovar e transmitir conhecimento, porque acreditamos que juntos podemos impulsionar a ci&#xEA;ncia e proteger a vida em todas as suas formas.</p><p>Gratid&#xE3;o a todos que caminham conosco. Que venha 2026!</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A importância dos projetos de conservação]]></title><description><![CDATA[<p>A conserva&#xE7;&#xE3;o ambiental &#xE9;, acima de tudo, uma constru&#xE7;&#xE3;o coletiva. S&#xE3;o pesquisadores, comunidades, institui&#xE7;&#xF5;es, estudantes e profissionais de diferentes &#xE1;reas que, juntos, tornam poss&#xED;vel proteger a biodiversidade. No Brasil, um dos pa&#xED;ses mais biodiversos</p>]]></description><link>https://blog.lognature.com.br/a-importancia-dos-projetos-de-conservacao/</link><guid isPermaLink="false">6942d04e4c087ea0952a7594</guid><dc:creator><![CDATA[Clara Lopes]]></dc:creator><pubDate>Thu, 18 Dec 2025 16:55:01 GMT</pubDate><media:content url="https://blog.lognature.com.br/content/images/2025/12/Dia-da-Caatinga.png" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://blog.lognature.com.br/content/images/2025/12/Dia-da-Caatinga.png" alt="A import&#xE2;ncia dos projetos de conserva&#xE7;&#xE3;o"><p>A conserva&#xE7;&#xE3;o ambiental &#xE9;, acima de tudo, uma constru&#xE7;&#xE3;o coletiva. S&#xE3;o pesquisadores, comunidades, institui&#xE7;&#xF5;es, estudantes e profissionais de diferentes &#xE1;reas que, juntos, tornam poss&#xED;vel proteger a biodiversidade. No Brasil, um dos pa&#xED;ses mais biodiversos do planeta, os projetos de conserva&#xE7;&#xE3;o desempenham um papel essencial na prote&#xE7;&#xE3;o da fauna, da flora e dos servi&#xE7;os ecossist&#xEA;micos que sustentam nossas sociedades.<br><br>Projetos de conserva&#xE7;&#xE3;o s&#xE3;o iniciativas que buscam proteger esp&#xE9;cies, restaurar habitats, reduzir amea&#xE7;as e gerar conhecimento cient&#xED;fico para orientar pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas e a&#xE7;&#xF5;es de manejo. Eles combinam pesquisa, educa&#xE7;&#xE3;o ambiental e participa&#xE7;&#xE3;o comunit&#xE1;ria, criando estrat&#xE9;gias mais eficazes e duradouras para preservar a natureza.<br><br>No Brasil, esses projetos ganham ainda mais relev&#xE2;ncia por tr&#xEA;s motivos principais:</p><ol><li><strong>Somos um pa&#xED;s megadiverso</strong> </li></ol><p>Com biomas &#xFA;nicos como Amaz&#xF4;nia, Cerrado, Mata Atl&#xE2;ntica, Caatinga, Pantanal e Pampa, nossa biodiversidade abriga milhares de esp&#xE9;cies end&#xEA;micas e amea&#xE7;adas. Sem projetos de conserva&#xE7;&#xE3;o, muitas delas correm o risco real de desaparecer.</p><ol start="2"><li><strong>A biodiversidade est&#xE1; sob amea&#xE7;a crescente </strong></li></ol><p>Desmatamento, expans&#xE3;o agr&#xED;cola, ca&#xE7;a ilegal, inc&#xEA;ndios, polui&#xE7;&#xE3;o e mudan&#xE7;as clim&#xE1;ticas impactam diretamente a fauna e a flora. Projetos bem estruturados ajudam a mitigar esses impactos e direcionam a&#xE7;&#xF5;es emergenciais e de longo prazo.</p><ol start="3"><li><strong>A conserva&#xE7;&#xE3;o gera benef&#xED;cios diretos para as pessoas </strong></li></ol><p>A natureza fornece servi&#xE7;os essenciais, como regula&#xE7;&#xE3;o do clima, poliniza&#xE7;&#xE3;o, controle biol&#xF3;gico de pragas, abastecimento de &#xE1;gua e a cria&#xE7;&#xE3;o de oportunidades socioecon&#xF4;micas, incluindo ecoturismo e gera&#xE7;&#xE3;o de renda para comunidades locais.<br><br>Diante de desafios t&#xE3;o complexos, o fortalecimento desses projetos se torna indispens&#xE1;vel. E, para que eles aconte&#xE7;am, pesquisadores dependem n&#xE3;o apenas de conhecimento e dedica&#xE7;&#xE3;o, mas tamb&#xE9;m de ferramentas adequadas para monitorar, registrar e compreender cada detalhe da vida silvestre. &#xC9; nesse ponto que o apoio da sociedade e de empresas comprometidas com a conserva&#xE7;&#xE3;o se torna fundamental.<br><br>Por tr&#xE1;s de cada dado, cada mapa de distribui&#xE7;&#xE3;o e cada nova descoberta, existem equipes dedicadas e, muitas vezes, equipamentos e tecnologias que tornam o trabalho poss&#xED;vel. Equipamentos como c&#xE2;meras trap, bin&#xF3;culos, redes de captura e microchips ampliam a capacidade de monitorar e manejar esp&#xE9;cies, al&#xE9;m de compreender seus h&#xE1;bitos.<br><br>Ao apoiar projetos de conserva&#xE7;&#xE3;o com equipamentos adequados, contribu&#xED;mos diretamente para um monitoramento e manejo mais preciso e &#xE9;tico, respeitando o bem-estar animal; para a redu&#xE7;&#xE3;o de custos e a otimiza&#xE7;&#xE3;o dos esfor&#xE7;os em campo; e para o aumento do impacto dos projetos, permitindo a expans&#xE3;o das &#xE1;reas e das esp&#xE9;cies estudadas. Esse apoio fortalece iniciativas que atuam com aves, mam&#xED;feros, r&#xE9;pteis e anf&#xED;bios, garantindo que a ci&#xEA;ncia avance e que as a&#xE7;&#xF5;es de conserva&#xE7;&#xE3;o se tornem cada vez mais estrat&#xE9;gicas e efetivas.<br><br>A perda de biodiversidade &#xE9; um desafio global. Esp&#xE9;cies e ecossistemas n&#xE3;o reconhecem fronteiras, e os impactos ambientais ultrapassam limites pol&#xED;ticos. Ao apoiar projetos de conserva&#xE7;&#xE3;o no Brasil, fortalecemos a&#xE7;&#xF5;es locais que t&#xEA;m reflexos positivos em diferentes escalas, do equil&#xED;brio dos ecossistemas &#xE0; qualidade ambiental nas regi&#xF5;es onde essas esp&#xE9;cies vivem. Essas iniciativas ajudam a combater as mudan&#xE7;as clim&#xE1;ticas, manter estoques de carbono, proteger recursos h&#xED;dricos e preservar processos ecol&#xF3;gicos essenciais.<br><br>Acreditamos que a conserva&#xE7;&#xE3;o &#xE9; constru&#xED;da por muitas m&#xE3;os. Ao apoiar projetos dedicados &#xE0; pesquisa, dos grandes grupos institucionais aos jovens que est&#xE3;o iniciando sua trajet&#xF3;ria cient&#xED;fica, refor&#xE7;amos nosso compromisso com o meio ambiente e com todos que trabalham pela prote&#xE7;&#xE3;o da vida silvestre.<br><br>Cada projeto apoiado representa uma nova chance de transformar conhecimento em a&#xE7;&#xE3;o, e a&#xE7;&#xE3;o em impacto. &#xC9; assim que contribu&#xED;mos para um futuro mais equilibrado, saud&#xE1;vel e sustent&#xE1;vel, para o mundo e para todas as esp&#xE9;cies que compartilham este planeta com a gente.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Brasil inicia construção do Plano de Ação Nacional de Combate ao Tráfico de Vida Silvestre]]></title><description><![CDATA[<p>Encontro na Praia do Forte (BA), de 10 a 12 de dezembro, re&#xFA;ne institui&#xE7;&#xF5;es para elaborar matriz de planejamento, objetivos e a&#xE7;&#xF5;es do futuro PAN.</p><p>O combate ao tr&#xE1;fico de animais silvestres ganha um novo marco a partir desta quarta-feira</p>]]></description><link>https://blog.lognature.com.br/brasil-inicia-construcao-do-plano-de-acao-nacional-de-combateao-trafico-de-vida-silvestre/</link><guid isPermaLink="false">693c41434c087ea0952a7577</guid><dc:creator><![CDATA[Clara Lopes]]></dc:creator><pubDate>Fri, 12 Dec 2025 16:33:08 GMT</pubDate><media:content url="https://blog.lognature.com.br/content/images/2025/12/BLOG---Pan.png" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://blog.lognature.com.br/content/images/2025/12/BLOG---Pan.png" alt="Brasil inicia constru&#xE7;&#xE3;o do Plano de A&#xE7;&#xE3;o Nacional de Combate ao Tr&#xE1;fico de Vida Silvestre"><p>Encontro na Praia do Forte (BA), de 10 a 12 de dezembro, re&#xFA;ne institui&#xE7;&#xF5;es para elaborar matriz de planejamento, objetivos e a&#xE7;&#xF5;es do futuro PAN.</p><p>O combate ao tr&#xE1;fico de animais silvestres ganha um novo marco a partir desta quarta-feira (10/12), com o in&#xED;cio da Oficina de Elabora&#xE7;&#xE3;o do Plano de A&#xE7;&#xE3;o Nacional (PAN) de Combate ao Tr&#xE1;fico de Vida Silvestre, realizado na Praia do Forte (BA). O evento, coordenado pela WCS Brasil e Conservare Wild Consulting, em parceria com o Espa&#xE7;o Baleia Jubarte, re&#xFA;ne representantes de institui&#xE7;&#xF5;es convidadas para formular colaborativamente os elementos centrais do plano: objetivo geral, objetivos espec&#xED;ficos e a&#xE7;&#xF5;es que ser&#xE3;o organizadas na Matriz de Planejamento oficial. </p><p>O encontro d&#xE1; continuidade ao processo iniciado no F&#xF3;rum Vozes pela Fauna, realizado em junho deste ano, que gerou diagn&#xF3;sticos e propostas estruturadas em seis eixos tem&#xE1;ticos, incluindo: fiscaliza&#xE7;&#xE3;o e governan&#xE7;a, financiamento, educa&#xE7;&#xE3;o e tecnologia. O material consolidado servir&#xE1; de refer&#xEA;ncia para as discuss&#xF5;es durante a oficina.</p><p>Para Ant&#xF4;nio Carvalho, especialista em Combate ao Tr&#xE1;fico da Vida Silvestre da WCS Brasil, o evento consolida esfor&#xE7;os de diversas institui&#xE7;&#xF5;es que atuam na linha de frente do problema do tr&#xE1;fico de animais no pa&#xED;s. &quot;Mais do que atua&#xE7;&#xF5;es pontuais e isoladas, uma rede de a&#xE7;&#xE3;o orientada a cumprir uma estrat&#xE9;gia coesa elaborada por m&#xFA;ltiplos atores &#xE9; a melhor maneira de ser eficiente na luta contra grupos que exploram a fauna&#x201D;, afirma.</p><p>A programa&#xE7;&#xE3;o come&#xE7;a com nivelamento conceitual e metodol&#xF3;gico e com a apresenta&#xE7;&#xE3;o dos resultados do F&#xF3;rum. Ao longo dos dias 10 e 11, os participantes trabalhar&#xE3;o na constru&#xE7;&#xE3;o coletiva da matriz de planejamento do PAN, por meio de grupos tem&#xE1;ticos e sess&#xF5;es plen&#xE1;rias de valida&#xE7;&#xE3;o. No dia 12, ser&#xE1; formado o Grupo de Assessoramento T&#xE9;cnico, respons&#xE1;vel por acompanhar a continuidade da estrutura&#xE7;&#xE3;o do plano ap&#xF3;s o evento.</p><p>&#x201C;Estamos consolidando uma rede in&#xE9;dita de colabora&#xE7;&#xE3;o, que une governo, sociedade civil, pesquisadores, setor privado e institui&#xE7;&#xF5;es internacionais, para iniciar uma nova era de enfrentamento ao tr&#xE1;fico no pa&#xED;s. O PAN representa a oportunidade real de transformar d&#xE9;cadas de esfor&#xE7;os fragmentados em uma pol&#xED;tica p&#xFA;blica madura, integrada e efetiva.&#x201D; diz Carolina Lorieri, CEO da Conservare.</p><p>O PAN de Combate ao Tr&#xE1;fico de Vida Silvestre ser&#xE1; um instrumento estrat&#xE9;gico para orientar a&#xE7;&#xF5;es nacionais integradas de enfrentamento ao tr&#xE1;fico, alinhando esfor&#xE7;os de fiscaliza&#xE7;&#xE3;o, educa&#xE7;&#xE3;o, articula&#xE7;&#xE3;o institucional e uso de tecnologias de monitoramento. O documento final dever&#xE1; contribuir para pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas robustas e coerentes com agendas nacionais e internacionais de biodiversidade.</p><p>A Log Nature apoia e participa ativamente da constru&#xE7;&#xE3;o do PAN de combate a vida Silvestre. Por um Brasil sem tr&#xE1;fico de animais. Estamos juntos nessa miss&#xE3;o.<br></p><p>Servi&#xE7;o:<br><br>Oficina de Elabora&#xE7;&#xE3;o do PAN de Combate ao Tr&#xE1;fico de Vida Silvestre<br>Data: 10 a 12 de dezembro de 2025<br>Local: Espa&#xE7;o Baleia Jubarte &#x2013; Praia do Forte (BA)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Dia da Onça-Pintada: A importância do monitoramento e da pesquisa de longo prazo]]></title><description><![CDATA[Entenda a importância do monitoramento e da pesquisa de longo prazo para a conservação da onça-pintada, espécie-chave da fauna brasileira e símbolo da biodiversidade.]]></description><link>https://blog.lognature.com.br/dia-da-onca-pintada-a-importancia-do-monitoramento-e-da-pesquisa-de-longo-prazo/</link><guid isPermaLink="false">6929c64c4c087ea0952a756b</guid><dc:creator><![CDATA[Clara Lopes]]></dc:creator><pubDate>Fri, 28 Nov 2025 15:58:28 GMT</pubDate><media:content url="https://blog.lognature.com.br/content/images/2025/11/BLOG---cerrado-1.png" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://blog.lognature.com.br/content/images/2025/11/BLOG---cerrado-1.png" alt="Dia da On&#xE7;a-Pintada: A import&#xE2;ncia do monitoramento e da pesquisa de longo prazo"><p>O dia 29 de novembro marca o Dia Nacional da On&#xE7;a-Pintada, uma data criada para chamar aten&#xE7;&#xE3;o &#xE0; conserva&#xE7;&#xE3;o do maior felino das Am&#xE9;ricas. A on&#xE7;a-pintada (<em>Panthera onca</em>) &#xE9; um s&#xED;mbolo da biodiversidade brasileira e desempenha um papel essencial no equil&#xED;brio ecol&#xF3;gico, atuando como predadora de topo. Cada indiv&#xED;duo possui um padr&#xE3;o &#xFA;nico de manchas, o que funciona como uma esp&#xE9;cie de impress&#xE3;o digital natural.</p><p>A on&#xE7;a-pintada se destaca pela for&#xE7;a extraordin&#xE1;ria, incluindo uma das mordidas mais potentes entre os grandes felinos, e pela habilidade aqu&#xE1;tica, que amplia suas estrat&#xE9;gias de ca&#xE7;a. Como esp&#xE9;cie-chave nos ecossistemas brasileiros, compreender onde vivem, como se deslocam, do que se alimentam e quais press&#xF5;es enfrentam &#xE9; essencial para sua conserva&#xE7;&#xE3;o. O estudo das popula&#xE7;&#xF5;es revela padr&#xF5;es fundamentais, permitindo identificar &#xE1;reas priorit&#xE1;rias, rotas de deslocamento, disponibilidade de presas, conectividade entre fragmentos e poss&#xED;veis gargalos ecol&#xF3;gicos.</p><p>&#xC9; um animal territorial e necessita de grandes &#xE1;reas para garantir recursos como alimento, &#xE1;gua, abrigo e parceiros reprodutivos. As maiores &#xE1;reas de vida da esp&#xE9;cie ocorrem no Cerrado e na Mata Atl&#xE2;ntica, possivelmente devido &#xE0; maior dificuldade de encontrar alimento e outros recursos. No Pantanal, por outro lado, onde o ambiente &#xE9; rico em presas, indiv&#xED;duos podem utilizar &#xE1;reas menores, com registros pr&#xF3;ximos de 36 km&#xB2;. Essas diferen&#xE7;as mostram como o uso do espa&#xE7;o est&#xE1; diretamente ligado &#xE0;s condi&#xE7;&#xF5;es ambientais e &#xE0; integridade do habitat.</p><p>A perda e a fragmenta&#xE7;&#xE3;o do habitat s&#xE3;o as principais amea&#xE7;as &#xE0; esp&#xE9;cie. A convers&#xE3;o de &#xE1;reas naturais para pastagens, agricultura e infraestrutura eliminou cerca de metade da &#xE1;rea originalmente ocupada pela on&#xE7;a-pintada. Rodovias, barragens e loteamentos cortam o territ&#xF3;rio da esp&#xE9;cie, prejudicam sua movimenta&#xE7;&#xE3;o e isolam popula&#xE7;&#xF5;es inteiras, reduzindo a troca gen&#xE9;tica e aumentando o risco de decl&#xED;nio local.</p><p>Al&#xE9;m da redu&#xE7;&#xE3;o de habitat, a conectividade entre &#xE1;reas naturais &#xE9; um ponto cr&#xED;tico para a sobreviv&#xEA;ncia da on&#xE7;a-pintada a longo prazo. Quando florestas ficam fragmentadas e separadas por rodovias, agricultura ou centros urbanos, os indiv&#xED;duos perdem a capacidade de se deslocar livremente entre fragmentos. Isso isola popula&#xE7;&#xF5;es, reduz o fluxo g&#xEA;nico e aumenta o risco de extin&#xE7;&#xF5;es locais. Por isso, iniciativas focadas em corredores ecol&#xF3;gicos, faixas de habitat que permitem o deslocamento seguro entre fragmentos, s&#xE3;o essenciais para manter popula&#xE7;&#xF5;es vi&#xE1;veis. Sem essa conectividade, mesmo &#xE1;reas protegidas podem se tornar &#x201C;ilhas&#x201D; insuficientes para sustentar a esp&#xE9;cie.</p><p>Outro desafio &#xE9; o conflito direto com humanos, principalmente com produtores rurais, j&#xE1; que a redu&#xE7;&#xE3;o de presas naturais e a destrui&#xE7;&#xE3;o do habitat frequentemente levam a esp&#xE9;cie a predar o gado. Isso, historicamente, resulta em persegui&#xE7;&#xE3;o e abate por retalia&#xE7;&#xE3;o. A ca&#xE7;a ilegal, atropelamentos e o tr&#xE1;fico de partes do animal tamb&#xE9;m seguem como amea&#xE7;as documentadas.</p><p>As tecnologias de monitoramento, como r&#xE1;dio colares e c&#xE2;meras trap, s&#xE3;o ferramentas poderosas que podem ampliar o que conseguimos aprender sobre as popula&#xE7;&#xF5;es de on&#xE7;a-pintada.</p><p>Um exemplo disso aparece no artigo &#x201C;Primeiros registros de preda&#xE7;&#xE3;o do tatu-bola-do-nordeste (<em>Tolypeutes tricinctus</em>) pela on&#xE7;a-pintada (<em>Panthera onca</em>)&#x201D;, publicado em 2021. O estudo apresenta os primeiros registros confirmados de preda&#xE7;&#xE3;o da on&#xE7;a-pintada sobre o tatu-bola-do-nordeste, uma esp&#xE9;cie end&#xEA;mica do Brasil e classificada como amea&#xE7;ada.</p><p>Realizada na Caatinga, a pesquisa mostra uma on&#xE7;a carregando um tatu-bola completamente enrolado em defesa e apresenta evid&#xEA;ncias claras de perfura&#xE7;&#xF5;es na carapa&#xE7;a compat&#xED;veis com os caninos potentes do felino. O registro foi obtido a partir de um v&#xED;deo de 15 segundos gravado por uma c&#xE2;mera trap, refor&#xE7;ando a import&#xE2;ncia dessa tecnologia para o monitoramento de animais silvestres e para o estudo cient&#xED;fico de esp&#xE9;cies vulner&#xE1;veis, como a on&#xE7;a-pintada.</p><p>Segundo o estudo, embora pare&#xE7;a apenas um registro pontual, essa descoberta tem implica&#xE7;&#xF5;es significativas para a ecologia populacional da on&#xE7;a-pintada. Ela amplia o conhecimento sobre a dieta da esp&#xE9;cie em &#xE1;reas pobres em grandes presas, como a Caatinga. Popula&#xE7;&#xF5;es de on&#xE7;a nesse bioma s&#xE3;o menores corporalmente e podem depender mais de recursos alternativos, como pequenos mam&#xED;feros.</p><p>Al&#xE9;m disso, o comportamento registrado indica que a press&#xE3;o de preda&#xE7;&#xE3;o sobre o tatu-bola pode ser maior do que o esperado, e que a falta de registros anteriores provavelmente est&#xE1; ligada &#xE0; baixa quantidade de estudos nessas regi&#xF5;es, n&#xE3;o &#xE0; raridade da intera&#xE7;&#xE3;o. Esse ponto refor&#xE7;a uma das conclus&#xF5;es do artigo: a lacuna de dados sobre intera&#xE7;&#xF5;es ecol&#xF3;gicas na Caatinga est&#xE1; mais relacionada &#xE0; falta de pesquisa do que &#xE0; aus&#xEA;ncia desses processos na natureza.</p><p>Entender esse tipo de rela&#xE7;&#xE3;o &#xE9; essencial para avaliar o estado de conserva&#xE7;&#xE3;o das popula&#xE7;&#xF5;es de on&#xE7;a-pintada e prever riscos, como redu&#xE7;&#xE3;o na disponibilidade de presas, mudan&#xE7;as no comportamento alimentar e at&#xE9; altera&#xE7;&#xF5;es no tamanho populacional. E &#xE9; aqui que entram os equipamentos de monitoramento, que desempenham um papel importante em estudos a longo prazo. Com r&#xE1;dio colares GPS, &#xE9; poss&#xED;vel identificar &#xE1;reas de vida, rotas de deslocamento, locais de descanso, proximidade de &#xE1;reas de risco e padr&#xF5;es de atividade ao longo do ano. J&#xE1; as c&#xE2;meras trap, que foram fundamentais no artigo citado, permitem registrar comportamentos, identificar indiv&#xED;duos pelo padr&#xE3;o de manchas e estimar densidade populacional de forma n&#xE3;o invasiva.</p><p>Esses m&#xE9;todos tamb&#xE9;m ajudam a detectar eventos de preda&#xE7;&#xE3;o, como no estudo, em que as c&#xE2;meras registraram a on&#xE7;a transportando o tatu-bola. Quando combinamos essas imagens com an&#xE1;lises das carca&#xE7;as e com dados espaciais, como os locais exatos onde cada registro foi feito, torna-se poss&#xED;vel reconstruir eventos ecol&#xF3;gicos e entender como os animais utilizam diferentes ambientes, incluindo &#xE1;reas degradadas, bordas de vegeta&#xE7;&#xE3;o e regi&#xF5;es com maior atividade humana.</p><p>Ao reunir essas informa&#xE7;&#xF5;es, pesquisadores conseguem criar modelos de viabilidade populacional, identificar &#xE1;reas priorit&#xE1;rias para conserva&#xE7;&#xE3;o, mapear corredores de conectividade e orientar pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas mais eficientes. Sem monitoramento, popula&#xE7;&#xF5;es isoladas podem declinar sem que sequer percebamos.</p><p>No Dia Nacional da On&#xE7;a-Pintada, celebrar esse felino significa apoiar ci&#xEA;ncia, tecnologia e pesquisa de longo prazo. Entender como as popula&#xE7;&#xF5;es utilizam o ambiente, como interagem com suas presas e como respondem &#xE0;s press&#xF5;es humanas &#xE9; o caminho mais seguro para garantir que a on&#xE7;a-pintada continue desempenhando seu papel ecol&#xF3;gico nos biomas brasileiros.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Dia do Pantanal: conservação e ações que fortalecem o bioma]]></title><description><![CDATA[Descubra a importância do Pantanal, sua rica biodiversidade e os projetos do Instituto SOS Pantanal que protegem esse bioma essencial para o equilíbrio ambiental.]]></description><link>https://blog.lognature.com.br/dia-do-pantanal-conservacao-e-acoes-que-fortalecem-o-bioma/</link><guid isPermaLink="false">6914b45a4c087ea0952a755f</guid><dc:creator><![CDATA[Clara Lopes]]></dc:creator><pubDate>Wed, 12 Nov 2025 16:26:43 GMT</pubDate><media:content url="https://blog.lognature.com.br/content/images/2025/11/BLOG---cerrado.png" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://blog.lognature.com.br/content/images/2025/11/BLOG---cerrado.png" alt="Dia do Pantanal: conserva&#xE7;&#xE3;o e a&#xE7;&#xF5;es que fortalecem o bioma"><p>O Pantanal &#xE9; um dos maiores ecossistemas de &#xE1;reas &#xFA;midas do mundo. Reconhecido pela UNESCO como Reserva da Biosfera e Patrim&#xF4;nio Natural da Humanidade, esse bioma abriga uma biodiversidade impressionante e exerce um papel essencial na manuten&#xE7;&#xE3;o do equil&#xED;brio ambiental.</p><p>Localizado entre os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, e estendendo-se ainda pela Bol&#xED;via e Paraguai, o Pantanal ocupa cerca de 150 mil km&#xB2; dentro da Bacia Hidrogr&#xE1;fica do Alto Paraguai. A regi&#xE3;o funciona como uma imensa &#x201C;bacia natural&#x201D;: as &#xE1;guas que descem dos planaltos se espalham pelas plan&#xED;cies, formando rios, lagoas e &#xE1;reas alagadas. &#xC9; essa din&#xE2;mica das cheias e vazantes que sustenta a vida exuberante e &#xFA;nica do Pantanal.</p><p>Todos os anos, o Pantanal vive um ciclo de cheia e seca que transforma sua paisagem. Na esta&#xE7;&#xE3;o chuvosa, os rios transbordam e criam extensas &#xE1;reas alagadas, ber&#xE7;&#xE1;rios de peixes, aves e diversas outras esp&#xE9;cies. Com a vazante, a vida se reorganiza: as &#xE1;reas secas emergem, oferecendo alimento e abrigo para mam&#xED;feros, aves e r&#xE9;pteis.</p><p>Essa &#x201C;pulsa&#xE7;&#xE3;o natural&#x201D; das &#xE1;guas &#xE9; o que mant&#xE9;m o Pantanal vivo e f&#xE9;rtil. S&#xE3;o mais de 4.700 esp&#xE9;cies conhecidas entre plantas, peixes, aves, mam&#xED;feros, r&#xE9;pteis e anf&#xED;bios. Entre os s&#xED;mbolos da regi&#xE3;o est&#xE3;o a on&#xE7;a-pintada <em>(Panthera onca)</em>, a arara-azul-grande <em>(Anodorhynchus hyacinthinus)</em> e o tuiui&#xFA;<em> (Jabiru mycteria)</em>, ave que se tornou um verdadeiro &#xED;cone pantaneiro. Na vegeta&#xE7;&#xE3;o, destacam-se esp&#xE9;cies como o angico <em>(Anadenanthera colubrina)</em>, o jenipapo <em>(Genipa americana)</em>, o jatob&#xE1;<em> (Hymenaea courbaril)</em>, o ing&#xE1; <em>(Inga vera)</em> e a aroeira-do-sert&#xE3;o<em> (Myracrodruon urundeuva)</em>.</p><p>Al&#xE9;m de sua imensa riqueza natural, o Pantanal tamb&#xE9;m &#xE9; um importante centro cultural, abrigando diversas comunidades tradicionais, como povos ind&#xED;genas e quilombolas, que preservam conhecimentos ancestrais e dependem dos pulsos de inunda&#xE7;&#xE3;o para garantir sua seguran&#xE7;a alimentar. No territ&#xF3;rio pantaneiro e na Bacia do Alto Paraguai (BAP) h&#xE1; v&#xE1;rias Terras Ind&#xED;genas, como Ba&#xED;a dos Guat&#xF3;, Perigara, Tereza Cristina, Kadiweu, Cachoeirinha e Taunay-Ipegue, entre outras, habitadas por povos como os Terena, Boe (Bororo), Guat&#xF3;, Chamacoco, Kadiw&#xE9;u e Kinikinau. Esses grupos mant&#xEA;m uma rela&#xE7;&#xE3;o profunda com o territ&#xF3;rio, pautada na conserva&#xE7;&#xE3;o dos ecossistemas e na transmiss&#xE3;o intergeracional de saberes que unem pr&#xE1;ticas socioculturais ao manejo sustent&#xE1;vel do ambiente.</p><p>Infelizmente, o Pantanal e a Bacia do Alto Paraguai enfrentam grandes desafios. A expans&#xE3;o agropecu&#xE1;ria, a minera&#xE7;&#xE3;o e a constru&#xE7;&#xE3;o de hidrel&#xE9;tricas t&#xEA;m alterado o regime das &#xE1;guas e amea&#xE7;ado a integridade ecol&#xF3;gica da regi&#xE3;o.</p><p>Entre 1985 e 2023, por exemplo, o desmatamento no Pantanal passou de 5% para 17%, e nas &#xE1;reas mais altas da bacia (como o Cerrado de cabeceira) j&#xE1; chega a 62%. Isso afeta diretamente o fluxo das &#xE1;guas e aumenta o risco de secas e inc&#xEA;ndios.</p><p>Outro ponto de preocupa&#xE7;&#xE3;o &#xE9; o projeto da Hidrovia Paraguai-Paran&#xE1;, que prev&#xEA; dragagens e altera&#xE7;&#xF5;es no leito do rio. Essas obras podem comprometer a din&#xE2;mica natural das cheias, reduzir a conectividade entre rios e lagoas e colocar em risco a reprodu&#xE7;&#xE3;o de peixes e aves. Al&#xE9;m disso, a modifica&#xE7;&#xE3;o da profundidade e da velocidade do rio intensifica processos erosivos e sedimentares, colocando em risco a estabilidade das margens e a qualidade da &#xE1;gua. Tais mudan&#xE7;as repercutem tamb&#xE9;m sobre as popula&#xE7;&#xF5;es humanas, especialmente comunidades ribeirinhas e ind&#xED;genas, que dependem dos cursos d&#x2019;&#xE1;gua para sua subsist&#xEA;ncia e cultura.</p><p><strong>Instituto SOS Pantanal</strong></p><p>Diante dos desafios e das amea&#xE7;as causadas pelas atividades humanas, o Instituto SOS Pantanal tem sido uma for&#xE7;a ativa na defesa e conserva&#xE7;&#xE3;o desse bioma t&#xE3;o especial. Com uma atua&#xE7;&#xE3;o cont&#xED;nua e estrat&#xE9;gica, o Instituto desenvolve projetos que promovem restaura&#xE7;&#xE3;o ecol&#xF3;gica, manejo sustent&#xE1;vel do fogo, fortalecimento das comunidades locais e prote&#xE7;&#xE3;o dos recursos h&#xED;dricos que mant&#xEA;m viva essa imensa plan&#xED;cie alag&#xE1;vel.</p><p>Um dos projetos mais recentes &#xE9; o M&#xE3;e Terra, que desde 2022 vem implantando sistemas agroflorestais em terras ind&#xED;genas, promovendo o plantio de esp&#xE9;cies nativas e a restaura&#xE7;&#xE3;o de nascentes. At&#xE9; agora, o projeto j&#xE1; protegeu tr&#xEA;s nascentes, plantou 9.500 mudas de 25 esp&#xE9;cies nativas e capacitou 47 pessoas, envolvendo diretamente 174 e indiretamente cerca de 2.000 membros das comunidades locais. A Log Nature tem o orgulho de ser um dos apoiados desse importante projeto.</p><p>A iniciativa busca monitorar o retorno da fauna na Terra Ind&#xED;gena Cachoeirinha, em Miranda (MS), como um indicador dos impactos positivos da restaura&#xE7;&#xE3;o ambiental. Para isso, est&#xE3;o sendo utilizadas c&#xE2;meras trap, que registram a presen&#xE7;a dos animais que voltam a ocupar essas &#xE1;reas. Em breve, teremos resultados que mostrar&#xE3;o como a natureza est&#xE1; respondendo a esse trabalho.</p><p>Outro destaque &#xE9; o Programa Brigadas Pantaneiras, criado em 2021, que hoje conta com 27 brigadas comunit&#xE1;rias, privadas e ind&#xED;genas em oito munic&#xED;pios da Bacia do Alto Paraguai (BAP). J&#xE1; foram capacitados mais de 700 brigadistas, e 1,2 milh&#xE3;o de hectares est&#xE3;o sendo monitorados com o Sistema Aracu&#xE3;, uma importante ferramenta de acompanhamento e preven&#xE7;&#xE3;o de inc&#xEA;ndios.</p><p>O Instituto tamb&#xE9;m conduz o projeto &#xC1;guas que falam, que atua pela seguran&#xE7;a h&#xED;drica e justi&#xE7;a ambiental em comunidades vulner&#xE1;veis, e o Caminhos das Nascentes, em parceria com o Instituto Taquari Vivo, que busca restaurar &#xE1;reas degradadas em Unidades de Conserva&#xE7;&#xE3;o da Bacia do Rio Taquari.</p><p>Entre os projetos mais recentes est&#xE3;o o Centro de Educa&#xE7;&#xE3;o e Coopera&#xE7;&#xE3;o Socioambiental de Corumb&#xE1; (CEACor) e iniciativas voltadas ao manejo integrado do fogo e fortalecimento das brigadas comunit&#xE1;rias, como o Alian&#xE7;a 5P e Regi&#xE3;o, Comunidades Adaptadas e Resilientes ao Fogo e o Manejo Integrado do Fogo na Terra Ind&#xED;gena Taunay Ipegue. Essas a&#xE7;&#xF5;es fortalecem a educa&#xE7;&#xE3;o ambiental, a gest&#xE3;o comunit&#xE1;ria e o cuidado coletivo com o territ&#xF3;rio.</p><p>Al&#xE9;m dos projetos em campo, o SOS Pantanal tamb&#xE9;m tem atuado para auxiliar na cria&#xE7;&#xE3;o de pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas, contribuindo para a cria&#xE7;&#xE3;o da Lei n&#xBA; 6.160 do Pantanal (MS) e para os debates sobre a Lei Federal do Pantanal. E essa atua&#xE7;&#xE3;o tem ganhado visibilidade: o Instituto j&#xE1; foi destaque em grandes ve&#xED;culos como The New York Times, The Guardian, BBC e G1, alcan&#xE7;ando milh&#xF5;es de pessoas e mostrando ao mundo a import&#xE2;ncia de proteger o Pantanal.</p><p>Com cada a&#xE7;&#xE3;o, o SOS Pantanal refor&#xE7;a uma mensagem poderosa: cuidar do Pantanal &#xE9; cuidar da vida.</p><p></p><p><strong><em>Colabora&#xE7;&#xE3;o especial</em></strong></p><p><em>Este texto foi elaborado em parceria com o SOS Pantanal, apoiado pelo nosso programa de incentivo a projetos de conserva&#xE7;&#xE3;o. Agradecemos &#xE0; Stefania C. de Oliveira, coordenadora do Instituto Socioambiental da Bacia do Alto Paraguai, por sua dedica&#xE7;&#xE3;o &#xE0; preserva&#xE7;&#xE3;o da fauna e pelo compartilhamento de conhecimentos que inspiram nosso compromisso com a conserva&#xE7;&#xE3;o.</em></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Dia Nacional do Lobo-Guará: tecnologia a favor da conservação]]></title><description><![CDATA[<p>O lobo-guar&#xE1; (<em>Chrysocyon brachyurus</em>) &#xE9; o maior can&#xED;deo da Am&#xE9;rica do Sul e uma das esp&#xE9;cies mais emblem&#xE1;ticas do Cerrado. Com pernas longas, corpo esguio e pelagem alaranjada, este carn&#xED;voro ocupa um nicho ecol&#xF3;gico &#xFA;nico. Sua</p>]]></description><link>https://blog.lognature.com.br/dia-nacional-do-lobo-guara-tecnologia-a-favor-da-conservacao/</link><guid isPermaLink="false">68ee80db4c087ea0952a7555</guid><dc:creator><![CDATA[Clara Lopes]]></dc:creator><pubDate>Tue, 14 Oct 2025 16:57:30 GMT</pubDate><media:content url="https://blog.lognature.com.br/content/images/2025/10/BLOG---cerrado-1.png" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://blog.lognature.com.br/content/images/2025/10/BLOG---cerrado-1.png" alt="Dia Nacional do Lobo-Guar&#xE1;: tecnologia a favor da conserva&#xE7;&#xE3;o"><p>O lobo-guar&#xE1; (<em>Chrysocyon brachyurus</em>) &#xE9; o maior can&#xED;deo da Am&#xE9;rica do Sul e uma das esp&#xE9;cies mais emblem&#xE1;ticas do Cerrado. Com pernas longas, corpo esguio e pelagem alaranjada, este carn&#xED;voro ocupa um nicho ecol&#xF3;gico &#xFA;nico. Sua distribui&#xE7;&#xE3;o atual abrange o Brasil central, com popula&#xE7;&#xF5;es tamb&#xE9;m registradas na Bol&#xED;via, Paraguai, Argentina e, de forma mais restrita, no Uruguai. No territ&#xF3;rio brasileiro, est&#xE1; presente principalmente no Cerrado, mas tamb&#xE9;m em &#xE1;reas de transi&#xE7;&#xE3;o com a Caatinga, Mata Atl&#xE2;ntica, Pampa e Pantanal, especialmente em ambientes de campo sujo, cerrad&#xE3;o, veredas e bordas de matas de galeria.</p><p>Ecologicamente, o lobo-guar&#xE1; exerce papel fundamental na estrutura e funcionamento dos ecossistemas. Trata-se de um carn&#xED;voro on&#xED;voro, cuja dieta inclui pequenos vertebrados, artr&#xF3;podes e uma grande variedade de frutos nativos, especialmente o da lobeira (<em>Solanum lycocarpum</em>). Ao consumir e dispersar sementes, o lobo contribui para a regenera&#xE7;&#xE3;o da vegeta&#xE7;&#xE3;o e a manuten&#xE7;&#xE3;o da diversidade do Cerrado. Por essa raz&#xE3;o, &#xE9; reconhecido como uma esp&#xE9;cie-chave, essencial para o equil&#xED;brio entre fauna e flora.</p><p>Apesar de sua ampla distribui&#xE7;&#xE3;o, o lobo-guar&#xE1; enfrenta s&#xE9;rias amea&#xE7;as. A expans&#xE3;o agropecu&#xE1;ria e a convers&#xE3;o de &#xE1;reas nativas em pastagens e monocultivos fragmentam o habitat e reduzem a disponibilidade de alimento e abrigo. Os atropelamentos em rodovias s&#xE3;o outra causa importante de mortalidade, assim como os conflitos com pequenos produtores e a dissemina&#xE7;&#xE3;o de doen&#xE7;as transmitidas por animais dom&#xE9;sticos. Entre essas enfermidades, a sarna sarc&#xF3;ptica, causada pelo &#xE1;caro <em>Sarcoptes scabiei</em>, tem se destacado como uma preocupa&#xE7;&#xE3;o crescente.</p><h3 id="diagn%C3%B3stico-e-monitoramento-da-sarna-sarc%C3%B3ptica-em-lobo-guar%C3%A1"><strong>Diagn&#xF3;stico e Monitoramento da Sarna Sarc&#xF3;ptica em Lobo-Guar&#xE1;</strong></h3><p>Um estudo publicado na revista <em>Pathogens</em> em 2023 por pesquisadores do Instituto Pr&#xF3;-Carn&#xED;voros, CENAP/ICMBio e Universidade de S&#xE3;o Paulo reuniu e mapeou 52 registros de sarna sarc&#xF3;ptica em lobos-guar&#xE1; (confirmados e suspeitos), concentrados principalmente nos estados de S&#xE3;o Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A doen&#xE7;a provoca coceira intensa, queda de pelos e les&#xF5;es na pele, podendo comprometer o bem-estar e a sobreviv&#xEA;ncia dos animais em casos graves. A pesquisa mostra que os casos ocorrem, em sua maioria, em paisagens modificadas pela agropecu&#xE1;ria, onde h&#xE1; maior contato entre fauna silvestre e dom&#xE9;stica, especialmente c&#xE3;es e gado, que tamb&#xE9;m podem ser hospedeiros do &#xE1;caro.</p><p>Para registrar os casos de sarna, os pesquisadores classificaram os animais em dois grupos:</p><p>&#x25CF;&#xA0;&#xA0;&#xA0;&#xA0; <strong>Casos confirmados:</strong> incluem animais capturados, resgatados ou observados com les&#xF5;es caracter&#xED;sticas da doen&#xE7;a. A confirma&#xE7;&#xE3;o foi realizada por meio de raspagens ou bi&#xF3;psias de pele, identificando a presen&#xE7;a do &#xE1;caro <em>S. scabiei</em>. No total, 10 casos foram confirmados.<br><br></p><p>&#x25CF;&#xA0;&#xA0;&#xA0;&#xA0; <strong>Casos suspeitos:</strong> incluem registros feitos por armadilhas fotogr&#xE1;ficas e observa&#xE7;&#xF5;es em redes sociais. Esses casos foram considerados suspeitos devido &#xE0; presen&#xE7;a de les&#xF5;es sugestivas da doen&#xE7;a, como alopecia e crostas, mas n&#xE3;o tiveram confirma&#xE7;&#xE3;o laboratorial.<br><br></p><p>Os resultados sugerem que a sarna pode se tornar uma amea&#xE7;a emergente para o lobo-guar&#xE1;, o que refor&#xE7;a a import&#xE2;ncia da vigil&#xE2;ncia constante e a&#xE7;&#xF5;es integradas de conserva&#xE7;&#xE3;o, sa&#xFA;de e manejo de fauna e de animais dom&#xE9;sticos.</p><p>Para compreender a din&#xE2;mica da doen&#xE7;a, os pesquisadores contaram com o apoio de tecnologias essenciais. O uso de armadilhas fotogr&#xE1;ficas permitiu registrar indiv&#xED;duos com les&#xF5;es sugestivas de sarna &#xE0; dist&#xE2;ncia, sem necessidade de captura, compondo os casos suspeitos. Em locais monitorados continuamente, as c&#xE2;meras tamb&#xE9;m possibilitaram acompanhar a distribui&#xE7;&#xE3;o espacial desses registros ao longo do tempo, ajudando a entender onde os animais com sinais da doen&#xE7;a estavam mais presentes.</p><p>Al&#xE9;m disso, colares de telemetria foram utilizados nos lobos monitorados pelo Projeto Lobos do Pardo. Com esses dados, os pesquisadores podem observar a sobreposi&#xE7;&#xE3;o de &#xE1;reas de uso entre indiv&#xED;duos saud&#xE1;veis e infectados. Essas informa&#xE7;&#xF5;es s&#xE3;o cruciais para compreender rotas de contato e poss&#xED;veis vias de transmiss&#xE3;o da sarna, al&#xE9;m de contribuir para o mapeamento dos territ&#xF3;rios e h&#xE1;bitos da esp&#xE9;cie.</p><p>Essas ferramentas s&#xE3;o essenciais para complementar pesquisas cient&#xED;ficas, pois fornecem dados sobre comportamento, sa&#xFA;de e ecologia espacial, informa&#xE7;&#xF5;es importantes para orientar a&#xE7;&#xF5;es de manejo, vigil&#xE2;ncia sanit&#xE1;ria e mitiga&#xE7;&#xE3;o de riscos. A pesquisa refor&#xE7;a a necessidade de estrat&#xE9;gias integradas de conserva&#xE7;&#xE3;o, incluindo o controle de c&#xE3;es dom&#xE9;sticos em &#xE1;reas rurais e o fortalecimento de corredores ecol&#xF3;gicos que garantam a conectividade entre as popula&#xE7;&#xF5;es.</p><p>O estudo enfatiza que a sa&#xFA;de do lobo-guar&#xE1; est&#xE1; diretamente ligada &#xE0; sa&#xFA;de do ambiente e dos animais dom&#xE9;sticos. A presen&#xE7;a da sarna em regi&#xF5;es modificadas pela agropecu&#xE1;ria e pela expans&#xE3;o urbana mostra como as a&#xE7;&#xF5;es humanas influenciam na dissemina&#xE7;&#xE3;o de doen&#xE7;as. Por isso, iniciativas de monitoramento cont&#xED;nuo, manejo respons&#xE1;vel de c&#xE3;es e educa&#xE7;&#xE3;o ambiental s&#xE3;o fundamentais para reduzir o risco de novas infec&#xE7;&#xF5;es.</p><p>Neste Dia Nacional do Lobo-Guar&#xE1;, &#xE9; importante lembrar que proteger essa esp&#xE9;cie vai muito al&#xE9;m da admira&#xE7;&#xE3;o por sua beleza. O lobo-guar&#xE1; &#xE9; um dispersor de sementes, um indicador de ecossistemas saud&#xE1;veis e um s&#xED;mbolo da biodiversidade brasileira. Sua conserva&#xE7;&#xE3;o depende de pesquisa cont&#xED;nua, pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas eficazes e do uso inteligente da tecnologia como ferramenta para compreender e preservar a vida selvagem.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Dia das Aves: As fragatas e as conexões invisíveis do Atlântico]]></title><description><![CDATA[Descubra como o projeto Aves de Noronha une ciência, comunidade e tecnologia para proteger as aves e os ecossistemas do arquipélago, fortalecendo a conservação em Fernando de Noronha.]]></description><link>https://blog.lognature.com.br/dia-das-aves-as-fragatas-e-as-conexoes-invisiveis-do-atlantico/</link><guid isPermaLink="false">68e54b8e4c087ea0952a7549</guid><dc:creator><![CDATA[Clara Lopes]]></dc:creator><pubDate>Tue, 07 Oct 2025 17:20:41 GMT</pubDate><media:content url="https://blog.lognature.com.br/content/images/2025/10/BLOG---cerrado.png" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://blog.lognature.com.br/content/images/2025/10/BLOG---cerrado.png" alt="Dia das Aves: As fragatas e as conex&#xF5;es invis&#xED;veis do Atl&#xE2;ntico"><p>Em Fernando de Noronha, o c&#xE9;u nunca est&#xE1; vazio. Sobre o mar, fragatas, atob&#xE1;s e viuvinhas cruzam o horizonte em busca de alimento. Nas matas, o sebito-de-noronha (<em>Vireo gracilirostris</em>) e a cocoruta (<em>Elaenia ridleyana</em>), esp&#xE9;cies que s&#xF3; existem no arquip&#xE9;lago, est&#xE3;o sempre em movimento. Neste 5 de outubro, Dia das Aves, vale destacar o papel dessas esp&#xE9;cies n&#xE3;o apenas na beleza natural da ilha, mas tamb&#xE9;m na conserva&#xE7;&#xE3;o ativa dos ecossistemas que sustentam a vida.</p><p>As aves s&#xE3;o verdadeiras ferramentas ecol&#xF3;gicas. Elas dispersam sementes, promovendo a regenera&#xE7;&#xE3;o natural das florestas; controlam popula&#xE7;&#xF5;es de insetos e pequenos vertebrados; transportam nutrientes entre o ambiente terrestre e o marinho; e mant&#xEA;m o equil&#xED;brio das cadeias alimentares. Al&#xE9;m disso, funcionam como bioindicadores: sua presen&#xE7;a, comportamento e abund&#xE2;ncia revelam a qualidade ambiental e ajudam cientistas e gestores a identificar mudan&#xE7;as nos ecossistemas.</p><p>Em Noronha, esses pap&#xE9;is s&#xE3;o especialmente importantes. O sebito-de-noronha, por exemplo, contribui para a regenera&#xE7;&#xE3;o da vegeta&#xE7;&#xE3;o nativa, favorecendo o equil&#xED;brio da flora local. A cocoruta, outro end&#xEA;mico, auxilia no controle de insetos e na din&#xE2;mica ecol&#xF3;gica das matas. As fragatas (<em>Fregata magnificens</em>), com seus longos voos sobre o oceano, conectam a ilha a regi&#xF5;es distantes, enquanto esp&#xE9;cies migrat&#xF3;rias, como o ma&#xE7;arico-de-papo-vermelho (<em>Calidris canutus</em>), fazem da ilha um ponto de parada essencial em suas rotas globais.</p><p>Essas conex&#xF5;es mostram como a conserva&#xE7;&#xE3;o das aves est&#xE1; diretamente ligada &#xE0; conserva&#xE7;&#xE3;o dos ecossistemas. O monitoramento de popula&#xE7;&#xF5;es, o estudo de rotas migrat&#xF3;rias e o uso de tecnologias como telemetria e bioac&#xFA;stica s&#xE3;o ferramentas fundamentais para compreender o papel de cada esp&#xE9;cie e direcionar a&#xE7;&#xF5;es de manejo mais eficazes.</p><p>&#xC9; nesse contexto que surgiu o projeto Aves de Noronha. Desde o in&#xED;cio, a proposta foi aproximar ci&#xEA;ncia e comunidade por meio do monitoramento de popula&#xE7;&#xF5;es, capacita&#xE7;&#xE3;o de guias de turismo, a&#xE7;&#xF5;es de ci&#xEA;ncia cidad&#xE3; e campanhas educativas. O objetivo &#xE9; fortalecer a percep&#xE7;&#xE3;o de que as aves n&#xE3;o s&#xE3;o apenas visitantes ocasionais, mas parte da identidade e da vida da ilha.</p><p>Recentemente, uma reportagem do G1 destacou um estudo publicado na revista <em>Marine Ornithology</em>, que acompanhou, pela primeira vez, uma fragata monitorada por sat&#xE9;lite em Noronha. A pesquisa, fruto de uma parceria entre o Aves de Noronha, a Log Nature e o ICMBio, registrou com precis&#xE3;o o trajeto da ave, que percorreu mais de cinco mil quil&#xF4;metros, atravessou dez &#xE1;reas protegidas e passou por pontos estrat&#xE9;gicos ao longo do caminho, os corredores ecol&#xF3;gicos.</p><p>O uso da tecnologia permite obter informa&#xE7;&#xF5;es que n&#xE3;o seriam poss&#xED;veis apenas com observa&#xE7;&#xF5;es em campo e evidencia que o monitoramento &#xE9; uma ferramenta essencial para a conserva&#xE7;&#xE3;o. Os dados dessa pesquisa destacam a import&#xE2;ncia de manter corredores ecol&#xF3;gicos interligados e orientam a&#xE7;&#xF5;es de prote&#xE7;&#xE3;o mais eficazes. O estudo confirma que as aves n&#xE3;o reconhecem fronteiras e dependem de &#xE1;reas conectadas, refor&#xE7;ando a necessidade de estrat&#xE9;gias de conserva&#xE7;&#xE3;o transnacionais.</p><p>Os corredores ecol&#xF3;gicos funcionam como vias naturais que asseguram a sobreviv&#xEA;ncia das aves em suas longas jornadas. Mais do que simples rotas de passagem, oferecem pontos de descanso, alimenta&#xE7;&#xE3;o e reprodu&#xE7;&#xE3;o, essenciais para que esp&#xE9;cies migrat&#xF3;rias completem seus ciclos de vida. No caso da fragata monitorada, o trajeto passou por diferentes habitats protegidos, o que evidencia a import&#xE2;ncia de manter essas &#xE1;reas conectadas. Quando algum desses pontos &#xE9; degradado ou desaparece, toda a rota fica comprometida, prejudicando n&#xE3;o apenas as aves, mas tamb&#xE9;m os ecossistemas que delas dependem.</p><p>O Aves de Noronha conta com o apoio da Log Nature, por meio de seu edital de fomento a iniciativas de conserva&#xE7;&#xE3;o. Essa parceria amplia o alcance do projeto e fortalece o elo entre pesquisa cient&#xED;fica, engajamento comunit&#xE1;rio e pr&#xE1;ticas de conserva&#xE7;&#xE3;o que garantem a prote&#xE7;&#xE3;o das aves e de seus habitats.</p><p>Esse olhar ecossist&#xEA;mico &#xE9; essencial. Noronha pode parecer pequena no mapa, mas para as aves ela integra um corredor que conecta mares tropicais a rotas migrat&#xF3;rias que cruzam oceanos inteiros. Proteger uma col&#xF4;nia &#xE9; tamb&#xE9;m cuidar da produtividade marinha, das florestas que recebem nutrientes trazidos pelas aves e das pessoas que dependem desses recursos.</p><p>&#x201C;Trabalhar com aves em Noronha me ensinou a ver o arquip&#xE9;lago n&#xE3;o como um lugar isolado, mas como um n&#xF3; em uma grande rede. Uma rede que conecta oceanos, florestas, pesquisadores, comunidades locais e at&#xE9; decis&#xF5;es pol&#xED;ticas em diferentes pa&#xED;ses&#x201D;, explica Larissa Amaral, vice-presidente do Instituto Retriz e coordenadora do projeto Aves de Noronha.</p><p>Proteger Noronha vai al&#xE9;m da conserva&#xE7;&#xE3;o local, envolve manter corredores ecol&#xF3;gicos que conectam mares, ilhas e continentes, fundamentais para a sobreviv&#xEA;ncia das aves migrat&#xF3;rias e para o equil&#xED;brio dos ecossistemas. O Dia das Aves refor&#xE7;a a import&#xE2;ncia de monitoramento, educa&#xE7;&#xE3;o ambiental e manejo e evidencia que a prote&#xE7;&#xE3;o das aves beneficia diretamente os ecossistemas e os servi&#xE7;os ambientais dos quais dependemos.</p><p><em><strong>Colabora&#xE7;&#xE3;o especial</strong><br><br>Este texto foi elaborado em parceria com o Aves de Noronha, apoiado pelo nosso programa de incentivo a projetos de conserva&#xE7;&#xE3;o. Agradecemos &#xE0; Larissa Amaral, coordenadora do projeto, por sua dedica&#xE7;&#xE3;o &#xE0; preserva&#xE7;&#xE3;o da fauna e pelo compartilhamento de conhecimentos que inspiram nosso compromisso com a conserva&#xE7;&#xE3;o.</em></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Cerrado em Cores: Arte, Ciência e Comunidade pela Conservação]]></title><description><![CDATA[<p>No Dia Nacional do Cerrado, celebramos mais do que uma data no calend&#xE1;rio &#x2014; refor&#xE7;amos um convite &#xE0; reflex&#xE3;o e &#xE0; a&#xE7;&#xE3;o. Conhecido como a &#x201C;caixa d&#x2019;&#xE1;gua do Brasil&#x201D;, este bioma abriga nascentes que alimentam oito</p>]]></description><link>https://blog.lognature.com.br/cerrado-em-cores-arte-ciencia-e-comunidade-pela-conservacao/</link><guid isPermaLink="false">68c2f0931e313f8cda907a7c</guid><dc:creator><![CDATA[Clara Lopes]]></dc:creator><pubDate>Thu, 11 Sep 2025 15:54:27 GMT</pubDate><media:content url="https://blog.lognature.com.br/content/images/2025/09/BLOG---cerrado.png" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://blog.lognature.com.br/content/images/2025/09/BLOG---cerrado.png" alt="Cerrado em Cores: Arte, Ci&#xEA;ncia e Comunidade pela Conserva&#xE7;&#xE3;o"><p>No Dia Nacional do Cerrado, celebramos mais do que uma data no calend&#xE1;rio &#x2014; refor&#xE7;amos um convite &#xE0; reflex&#xE3;o e &#xE0; a&#xE7;&#xE3;o. Conhecido como a &#x201C;caixa d&#x2019;&#xE1;gua do Brasil&#x201D;, este bioma abriga nascentes que alimentam oito das doze grandes regi&#xF5;es hidrogr&#xE1;ficas do pa&#xED;s, incluindo rios que sustentam o Pantanal, a Amaz&#xF4;nia, a Caatinga e a Mata Atl&#xE2;ntica. Tamb&#xE9;m &#xE9; o ber&#xE7;o de aqu&#xED;feros estrat&#xE9;gicos, como o Guarani e o Urucuia, essenciais para o abastecimento de milh&#xF5;es de pessoas.</p><p>O Cerrado tamb&#xE9;m &#xE9; considerado a savana mais biodiversa do planeta: s&#xE3;o cerca de 6 mil esp&#xE9;cies de plantas e uma not&#xE1;vel variedade de animais end&#xEA;micos, segundo o Instituto Chico Mendes de Conserva&#xE7;&#xE3;o da Biodiversidade (ICMBio). Mam&#xED;feros emblem&#xE1;ticos como o lobo-guar&#xE1; <em>(Chrysocyon brachyurus)</em>, o tamandu&#xE1;-bandeira <em>(Myrmecophaga tridactyla)</em>, o veado-campeiro <em>(Ozotoceros bezoarticus)</em> e o tatu-canastra <em>(Priodontes maximus)</em> convivem com centenas de aves, r&#xE9;pteis, anf&#xED;bios e insetos que comp&#xF5;em um mosaico ecol&#xF3;gico &#xFA;nico. Muitas dessas esp&#xE9;cies desempenham pap&#xE9;is essenciais: o lobo-guar&#xE1;, por exemplo, ajuda a dispersar sementes como a lobeira <em>(Solanum lycocarpum)</em>, enquanto as abelhas nativas, presentes em grande parte do bioma, s&#xE3;o indispens&#xE1;veis para a poliniza&#xE7;&#xE3;o de frutas, flores e plantas que sustentam tanto a fauna quanto a agricultura.</p><p>Apesar de sua riqueza, o Cerrado enfrenta s&#xE9;rias amea&#xE7;as. Estima-se que mais de 50% da sua vegeta&#xE7;&#xE3;o original j&#xE1; tenha sido perdida, sobretudo para a expans&#xE3;o agropecu&#xE1;ria. Esse desmatamento acelerado compromete n&#xE3;o apenas a biodiversidade, mas tamb&#xE9;m o equil&#xED;brio clim&#xE1;tico e o ciclo das &#xE1;guas em todo o pa&#xED;s. Por isso, celebrar o Cerrado em sintonia com projetos que unem conserva&#xE7;&#xE3;o, cultura e desenvolvimento sustent&#xE1;vel &#xE9; reafirmar a urg&#xEA;ncia da sua prote&#xE7;&#xE3;o.</p><p>Um exemplo inspirador vem do Projeto Canastras e Colmeias, lan&#xE7;ado em 2015 para mitigar conflitos entre apicultores e tatus-canastra, que invadiam api&#xE1;rios em busca de alimento em &#xE1;reas degradadas. Para enfrentar o problema, foram desenvolvidos o Guia de Conviv&#xEA;ncia entre Apicultores e Tatus-Canastra e o Selo Amigo do Tatu-Canastra, concedido a produtores que adotam pr&#xE1;ticas de mitiga&#xE7;&#xE3;o n&#xE3;o agressivas e sustent&#xE1;veis. Atualmente, mais de 100 apicultores em quatro Estados j&#xE1; foram certificados, demonstrando que &#xE9; poss&#xED;vel gerar economia por meio da conserva&#xE7;&#xE3;o.</p><p>O Projeto Canastras e Colmeias conta com o apoio da Log Nature, por meio de seu edital anual de fomento a iniciativas de conserva&#xE7;&#xE3;o. A parceria fortalece a&#xE7;&#xF5;es que unem ci&#xEA;ncia, comunidades locais e conserva&#xE7;&#xE3;o da biodiversidade, contribuindo para a prote&#xE7;&#xE3;o do Cerrado e de esp&#xE9;cies emblem&#xE1;ticas, como o tatu-canastra.</p><p>No &#xFA;ltimo m&#xEA;s de agosto, o projeto tamb&#xE9;m ganhou vida nas ruas. Tr&#xEA;s cidades de Mato Grosso do Sul: Ribas do Rio Pardo, Tr&#xEA;s Lagoas e Brasil&#xE2;ndia, foram transformadas pelos murais da s&#xE9;rie <strong>&#x201C;Cores do Cerrado &#x2013; Arte, Natureza e Comunidade&#x201D;</strong>, criados pelo artista Fernando Berg. As obras celebram a biodiversidade local com poesia visual, destacando o tatu-canastra, as abelhas e a apicultura como elementos-chave da conviv&#xEA;ncia sustent&#xE1;vel.</p><p>Em cada cidade, a arte contou uma etapa da jornada do tatu em sua rela&#xE7;&#xE3;o com as abelhas. Em Ribas do Rio Pardo, o encontro com esp&#xE9;cies solit&#xE1;rias como a abelha-do-&#xF3;leo<em> (Centris analis)</em> e a abelha-das-orqu&#xED;deas (Euglossa) marcou o in&#xED;cio da narrativa. Em Tr&#xEA;s Lagoas, a transi&#xE7;&#xE3;o para o coletivo foi representada pelo ip&#xEA;-amarelo polinizado pela mamangava <em>(Bombus morio)</em> e pela abelha tujuba <em>(Melipona rufiventris),</em> que conduzem os personagens a um portal em forma de colmeia. J&#xE1; em Brasil&#xE2;ndia, o tatu aparece transformado, voando ao lado de abelhas sociais como a manda&#xE7;aia-da-terra<em> (Melipona quinquefasciata) </em>e a manduri <em>(Melipona orbignyi</em>), acompanhado dos frutos e flores da guavira, s&#xED;mbolo de Mato Grosso do Sul.</p><p>Al&#xE9;m da arte urbana, a programa&#xE7;&#xE3;o envolveu feira de produtos do mel e atividades de educa&#xE7;&#xE3;o ambiental, aproximando ci&#xEA;ncia e comunidade. &#x201C;Queremos mostrar que a conserva&#xE7;&#xE3;o pode caminhar junto com o desenvolvimento local. Atrav&#xE9;s da arte, damos visibilidade ao trabalho dos apicultores, que produzem de forma sustent&#xE1;vel e se tornam grandes aliados na prote&#xE7;&#xE3;o do tatu-canastra e de todo o Cerrado&#x201D;, explica Gabriela Longo, bi&#xF3;loga e coordenadora do projeto.</p><p>Esses murais representam muito mais do que pinturas urbanas: s&#xE3;o verdadeiras pontes entre ci&#xEA;ncia e comunidade. Segundo o ICAS, eles homenageiam o tatu-canastra e os apicultores como guardi&#xF5;es do Cerrado, refor&#xE7;ando que conservar tamb&#xE9;m &#xE9; criar, educar e celebrar. &#x201C;Com esses murais, celebramos a coexist&#xEA;ncia entre apicultores e o tatu-canastra. &#xC9; tamb&#xE9;m um passo para valorizarmos ainda mais o mel sul-mato-grossense e, quem sabe, criarmos no futuro uma grande Festa do Mel no Estado&#x201D;, destaca Arnaud Desbiez, presidente do ICAS.</p><p>Assim, ao unir arte, ci&#xEA;ncia e comunidade, o Projeto Canastras e Colmeias mostra que conservar o Cerrado tamb&#xE9;m &#xE9; celebrar sua diversidade cultural e natural, e que proteger o bioma &#xE9; proteger o futuro.</p><p><strong><em>Colabora&#xE7;&#xE3;o especial</em></strong></p><p><em>Este texto foi elaborado em parceria com o ICAS - Projeto Tatu Canastra, apoiado pelo nosso programa de incentivo a projetos de conserva&#xE7;&#xE3;o. Agradecemos &#xE0; bi&#xF3;loga Gabriela Longo, coordenadora do projeto, por sua dedica&#xE7;&#xE3;o &#xE0; preserva&#xE7;&#xE3;o da fauna e pelo compartilhamento de conhecimentos que inspiram nosso compromisso com a conserva&#xE7;&#xE3;o.</em></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Dia da Amazônia: SOS Amazônia destaca a importância do monitoramento de fauna para a conservação]]></title><description><![CDATA[A Amazônia ocupa cerca de 5,5 milhões de km² do território brasileiro, e abriga uma biodiversidade inestimável. Segundo levantamento realizado pela WWF Brasil e pelo Instituto Mamirauá, novas espécies são encontradas praticamente todos os dias na região.]]></description><link>https://blog.lognature.com.br/dia-da-amazonia-sos-amazonia-destaca-a-importancia-do-monitoramento-de-fauna-para-a-conservacao/</link><guid isPermaLink="false">68bb15e41e313f8cda907a70</guid><dc:creator><![CDATA[Clara Lopes]]></dc:creator><pubDate>Fri, 05 Sep 2025 16:56:00 GMT</pubDate><media:content url="https://blog.lognature.com.br/content/images/2025/09/BLOG---amazonia.png" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://blog.lognature.com.br/content/images/2025/09/BLOG---amazonia.png" alt="Dia da Amaz&#xF4;nia: SOS Amaz&#xF4;nia destaca a import&#xE2;ncia do monitoramento de fauna para a conserva&#xE7;&#xE3;o"><p>A Amaz&#xF4;nia ocupa cerca de 5,5 milh&#xF5;es de km&#xB2; do territ&#xF3;rio brasileiro, e abriga uma biodiversidade inestim&#xE1;vel. Segundo levantamento realizado pela WWF Brasil e pelo Instituto Mamirau&#xE1;, novas esp&#xE9;cies s&#xE3;o encontradas praticamente todos os dias na regi&#xE3;o. Entre 2014 e 2015, foram 381 esp&#xE9;cies identificadas e catalogadas, entre elas plantas, peixes, anf&#xED;bios, mam&#xED;feros, r&#xE9;pteis e aves.</p><p>Apesar de sua riqueza, o bioma sofre amea&#xE7;as constantes. A destrui&#xE7;&#xE3;o da floresta por queimadas ilegais e desmatamento, somada &#xE0; polui&#xE7;&#xE3;o dos rios e &#xE0; explora&#xE7;&#xE3;o desenfreada, compromete a biodiversidade e amea&#xE7;a esp&#xE9;cies que correm o risco de desaparecer antes mesmo de serem conhecidas pela ci&#xEA;ncia.</p><p>Para enfrentar esse cen&#xE1;rio, a SOS Amaz&#xF4;nia &#x2014; uma das organiza&#xE7;&#xF5;es selecionadas no edital anual da Log Nature para apoio a projetos de conserva&#xE7;&#xE3;o &#x2014; desenvolve o Projeto &#x201C;Monitoramento de Fauna&#x201D;. A iniciativa consiste na instala&#xE7;&#xE3;o de c&#xE2;meras trap em pontos estrat&#xE9;gicos da floresta para acompanhar e registrar a presen&#xE7;a da fauna local. As armadilhas fotogr&#xE1;ficas permitem identificar as esp&#xE9;cies que habitam cada &#xE1;rea, al&#xE9;m de gerar informa&#xE7;&#xF5;es sobre abund&#xE2;ncia relativa e poss&#xED;veis sinais de decl&#xED;nio populacional.</p><p>O coordenador do projeto, Luiz Borges, bi&#xF3;logo e doutor em Ecologia, destaca que a ca&#xE7;a de car&#xE1;ter predat&#xF3;rio e comercial exerce forte press&#xE3;o sobre a fauna. &#x201C;Hoje, a ca&#xE7;a indiscriminada, somada &#xE0; perda e fragmenta&#xE7;&#xE3;o de habitat, est&#xE1; entre os principais fatores respons&#xE1;veis pelo decl&#xED;nio populacional de diversas esp&#xE9;cies da fauna amaz&#xF4;nica&#x201D;, explica.</p><p>O bi&#xF3;logo acrescenta que o monitoramento vai al&#xE9;m do registro de presen&#xE7;a. Ele permite identificar esp&#xE9;cies-chave, aquelas que exercem fun&#xE7;&#xF5;es ecol&#xF3;gicas vitais, como predadores de topo ou dispersores de sementes, fundamentais para a manuten&#xE7;&#xE3;o do equil&#xED;brio da floresta.</p><p>Entre as esp&#xE9;cies monitoradas, a on&#xE7;a-pintada <em>(Panthera onca)</em> ocupa lugar de destaque. Como predador de topo da cadeia alimentar, exerce papel essencial na regula&#xE7;&#xE3;o do ecossistema, controlando popula&#xE7;&#xF5;es de outras esp&#xE9;cies e garantindo o equil&#xED;brio natural.</p><p>Em 2024, o monitoramento registrou 37 esp&#xE9;cies de mam&#xED;feros, entre eles porquinho-do-mato, cutia, paca e on&#xE7;a-vermelha, al&#xE9;m de aves como o jacamim. Os registros ocorreram em &#xE1;reas protegidas, como as Reservas Extrativistas (Resex) do Alto Juru&#xE1;, do Alto Tarauac&#xE1; e do Riozinho da Liberdade, no Acre, e na Floresta Nacional do Aripuan&#xE3;, no Amazonas, refor&#xE7;ando a import&#xE2;ncia dessas unidades para a conserva&#xE7;&#xE3;o da fauna local.</p><p>Esses dados s&#xE3;o fundamentais para compreender a distribui&#xE7;&#xE3;o das esp&#xE9;cies, avaliar seu status populacional e observar como respondem &#xE0;s press&#xF5;es ambientais. Eles tamb&#xE9;m subsidiam estrat&#xE9;gias de conserva&#xE7;&#xE3;o que buscam promover a coexist&#xEA;ncia sustent&#xE1;vel entre fauna, floresta e popula&#xE7;&#xF5;es locais.</p><h3 id="comunidades-como-protagonistas"><strong>Comunidades como protagonistas</strong></h3><p>Um dos grandes diferenciais do projeto est&#xE1; no envolvimento das comunidades locais. Os moradores atuam como agentes ambientais volunt&#xE1;rios e t&#xEA;m papel ativo nas a&#xE7;&#xF5;es de campo. Eles s&#xE3;o capacitados em rodas de conversa, oficinas e palestras que unem ci&#xEA;ncia e saberes tradicionais. Esse formato participativo fortalece a gest&#xE3;o territorial, promove educa&#xE7;&#xE3;o ambiental e amplia o engajamento comunit&#xE1;rio. Mais do que gerar dados cient&#xED;ficos, o monitoramento se transforma em uma ferramenta de valoriza&#xE7;&#xE3;o cultural e de autonomia local.</p><p>A Log Nature tem orgulho de apoiar essa iniciativa, que fortalece a ci&#xEA;ncia aplicada &#xE0; conserva&#xE7;&#xE3;o e a integra&#xE7;&#xE3;o entre tecnologia, pesquisa e participa&#xE7;&#xE3;o social. Acreditamos que projetos como este mostram o caminho para uma conserva&#xE7;&#xE3;o mais efetiva, que nasce da floresta e &#xE9; constru&#xED;da com as comunidades que nela vivem.</p><p>Hoje, muitos mam&#xED;feros de m&#xE9;dio e grande porte, assim como diversas aves, ainda enfrentam forte press&#xE3;o da ca&#xE7;a. Em muitos territ&#xF3;rios, essa pr&#xE1;tica &#xE9; tradicional, mas quando ultrapassa os limites da subsist&#xEA;ncia e assume car&#xE1;ter comercial, amea&#xE7;a o equil&#xED;brio ecol&#xF3;gico. Por isso, iniciativas de monitoramento e conserva&#xE7;&#xE3;o, como a da SOS Amaz&#xF4;nia, s&#xE3;o essenciais para proteger a biodiversidade da floresta.</p><p>O projeto mostra que cuidar das esp&#xE9;cies significa tamb&#xE9;m preservar o equil&#xED;brio de todo o ecossistema. E, no Dia da Amaz&#xF4;nia, refor&#xE7;amos a import&#xE2;ncia de valorizar e apoiar a&#xE7;&#xF5;es que mant&#xEA;m viva essa riqueza incompar&#xE1;vel.</p><p><strong><em>Colabora&#xE7;&#xE3;o especial</em></strong></p><p><em>Este texto foi elaborado em parceria com o Instituto SOS Amaz&#xF4;nia, apoiado pelo nosso programa de incentivo a projetos de conserva&#xE7;&#xE3;o. Agradecemos ao Luiz Borges, coordenador do projeto de Monitoramento de Fauna na SOS Amaz&#xF4;nia, pela dedica&#xE7;&#xE3;o &#xE0; preserva&#xE7;&#xE3;o da fauna e pelo compartilhamento de conhecimentos que inspiram nosso compromisso com a conserva&#xE7;&#xE3;o.</em></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Conservar em meio à cidade: o que uma universidade imersa na floresta pode nos ensinar]]></title><description><![CDATA[Manaus cresce sobre a floresta, desafiando a fauna silvestre. Conheça o trabalho do Instituto Igapó na conservação da biodiversidade amazônica.

]]></description><link>https://blog.lognature.com.br/conservar-em-meio-a-cidade-o-que-uma-universidade-imersa-na-floresta-pode-nos-ensinar/</link><guid isPermaLink="false">6894ea6f1e313f8cda907a62</guid><dc:creator><![CDATA[Clara Lopes]]></dc:creator><pubDate>Thu, 07 Aug 2025 18:19:14 GMT</pubDate><media:content url="https://blog.lognature.com.br/content/images/2025/08/BLOG---Fauna-Urbana.png" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://blog.lognature.com.br/content/images/2025/08/BLOG---Fauna-Urbana.png" alt="Conservar em meio &#xE0; cidade: o que uma universidade imersa na floresta pode nos ensinar"><p>Manaus, capital do Amazonas, cresce em ritmo acelerado, avan&#xE7;ando sobre &#xE1;reas antes ocupadas pela floresta amaz&#xF4;nica. A expans&#xE3;o urbana, marcada por estradas, loteamentos e obras de infraestrutura, fragmenta habitats, impulsiona o desmatamento e intensifica os conflitos entre a fauna silvestre e a popula&#xE7;&#xE3;o humana.</p><p>Nesse contexto, a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) ocupa uma posi&#xE7;&#xE3;o singular: seu campus principal est&#xE1; inserido em um remanescente de aproximadamente 670 hectares de floresta nativa, dentro da &#xC1;rea de Prote&#xE7;&#xE3;o Ambiental Floresta Mana&#xF3;s. Apesar da crescente urbaniza&#xE7;&#xE3;o ao redor, a unidade de conserva&#xE7;&#xE3;o ainda abriga uma impressionante diversidade de fauna silvestre.</p><p>&#xC9; nesse cen&#xE1;rio que o Instituto Igap&#xF3; desenvolve a&#xE7;&#xF5;es essenciais para a conserva&#xE7;&#xE3;o da Amaz&#xF4;nia, em parceria com o LabFauna/UFAM e o CETAS/AM (IBAMA). Juntos, esses grupos monitoram, resgatam e estudam a fauna da regi&#xE3;o, unindo ci&#xEA;ncia, manejo t&#xE9;cnico e compromisso com o territ&#xF3;rio. Em 2025, o Instituto foi selecionado no edital anual da Log Nature para apoio a projetos de conserva&#xE7;&#xE3;o, passando a integrar nossa rede de iniciativas apoiadas &#x2014; um reconhecimento &#xE0; relev&#xE2;ncia de seu trabalho em prol da biodiversidade amaz&#xF4;nica.</p><p>A conviv&#xEA;ncia entre fauna silvestre e cidade &#xE9; cada vez mais evidente em Manaus. Jacar&#xE9;s que atravessam avenidas e interrompem o tr&#xE2;nsito, pregui&#xE7;as penduradas em fios de energia e o sauim-de-coleira (<em>Saguinus bicolor</em>) &#x2014; um dos primatas mais amea&#xE7;ados do mundo &#x2014; enfrentam diariamente os desafios de sobreviver em um territ&#xF3;rio urbanizado. A perda cont&#xED;nua de habitat obriga essas esp&#xE9;cies a cruzarem vias movimentadas em busca de fragmentos de floresta, expondo-as a riscos crescentes.</p><p>As ruas e avenidas da cidade materializam o conflito entre desenvolvimento urbano e preserva&#xE7;&#xE3;o ambiental. Cada nova estrada fragmenta ainda mais o territ&#xF3;rio e aumenta a incid&#xEA;ncia de atropelamentos, agravados pela falta de planejamento integrado e de sinaliza&#xE7;&#xE3;o adequada &#x2014; fatores que tornam esses acidentes frequentes e, muitas vezes, evit&#xE1;veis.</p><p>Esp&#xE9;cies como a pregui&#xE7;a-comum (<em>Bradypus variegatus</em>) e a pregui&#xE7;a-real (<em>Choloepus didactylus</em>) s&#xE3;o constantemente v&#xED;timas de atropelamentos e eletrocuss&#xF5;es. J&#xE1; as serpentes, como jiboias (<em>Boa constrictor</em>) e jararacas (<em>Bothrops atrox</em>), ao invadirem &#xE1;reas residenciais em busca de abrigo ou alimento, costumam ser alvo de medo e intoler&#xE2;ncia, apesar de seu papel ecol&#xF3;gico fundamental.</p><p>Para compreender melhor as necessidades da fauna e aprimorar estrat&#xE9;gias de conserva&#xE7;&#xE3;o, o Instituto Igap&#xF3; utiliza coleiras GPS e microchips no monitoramento das pregui&#xE7;as, avaliando sua adapta&#xE7;&#xE3;o ap&#xF3;s resgates e transloca&#xE7;&#xF5;es. O LabFauna, por sua vez, atua na redu&#xE7;&#xE3;o de conflitos com r&#xE9;pteis, realizando o manejo t&#xE9;cnico e o resgate seguro desses animais, com posterior devolu&#xE7;&#xE3;o a ambientes apropriados. Essas a&#xE7;&#xF5;es demonstram como o conhecimento cient&#xED;fico, aliado ao respeito pela fauna, &#xE9; essencial para promover uma conviv&#xEA;ncia mais harmoniosa entre cidade e natureza.</p><p>A perman&#xEA;ncia de esp&#xE9;cies silvestres em Manaus s&#xF3; &#xE9; poss&#xED;vel porque ainda restam fragmentos de floresta em meio ao ambiente urbano. Preservar essas &#xE1;reas &#xE9; fundamental n&#xE3;o apenas para a biodiversidade, mas tamb&#xE9;m para a qualidade de vida humana &#x2014; contribuindo para a regula&#xE7;&#xE3;o clim&#xE1;tica, o equil&#xED;brio ecol&#xF3;gico e o fortalecimento do v&#xED;nculo cultural com a floresta.</p><p>Se jacar&#xE9;s, pregui&#xE7;as e sauins ainda circulam pelo campus da UFAM, isso mostra que coexistir com a biodiversidade em meio &#xE0; cidade n&#xE3;o &#xE9; apenas poss&#xED;vel &#x2014; &#xE9; necess&#xE1;rio. Mas essa conviv&#xEA;ncia demanda pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas eficazes, planejamento urbano respons&#xE1;vel e o engajamento da sociedade em valorizar e proteger o patrim&#xF4;nio natural que a cerca.</p><p>Apesar da import&#xE2;ncia da regi&#xE3;o, o estado do Amazonas conta atualmente com apenas um CETAS, que enfrenta limita&#xE7;&#xF5;es operacionais e car&#xEA;ncia de equipe especializada para atendimentos emergenciais. Esse cen&#xE1;rio evidencia a urg&#xEA;ncia de investimentos p&#xFA;blicos consistentes, estrutura adequada e comprometimento das autoridades na prote&#xE7;&#xE3;o da fauna nas &#xE1;reas urbanas da Amaz&#xF4;nia.</p><p><strong>Educa&#xE7;&#xE3;o ambiental como pilar da conserva&#xE7;&#xE3;o</strong></p><p>A educa&#xE7;&#xE3;o ambiental ocupa um papel essencial para o Instituto Igap&#xF3;. Suas atividades incluem caminhadas noturnas para observa&#xE7;&#xE3;o de mariposas e invertebrados, com o objetivo de sensibilizar e fomentar o interesse pela biodiversidade local. O curso internacional realizado na Reserva Adolpho Ducke oferece forma&#xE7;&#xE3;o integrada em biologia da conserva&#xE7;&#xE3;o, contemplando aspectos t&#xE9;cnicos e &#xE9;ticos.</p><p>Al&#xE9;m disso, o Instituto desenvolve um livro de atividades para crian&#xE7;as de 6 a 12 anos, com o objetivo de estimular o respeito e a empatia pela natureza desde cedo, al&#xE9;m de formar cidad&#xE3;os conscientes e conectados com o meio ambiente.</p><p>Experi&#xEA;ncias como a do Instituto Igap&#xF3;, do LabFauna/UFAM e do CETAS/AM mostram que o conhecimento t&#xE9;cnico, aliado &#xE0; atua&#xE7;&#xE3;o local e &#xE0; educa&#xE7;&#xE3;o ambiental, tem o poder de transformar realidades e proteger o que ainda resiste. Investir em institui&#xE7;&#xF5;es comprometidas com a conserva&#xE7;&#xE3;o &#xE9; investir em cidades mais equilibradas, saud&#xE1;veis e preparadas para o futuro.</p><p>A floresta que ainda permanece dentro e ao redor de Manaus &#xE9; um ativo essencial, n&#xE3;o apenas para a fauna, mas para todos n&#xF3;s. Preserv&#xE1;-la &#xE9; uma escolha coletiva, que depende da valoriza&#xE7;&#xE3;o da ci&#xEA;ncia, da educa&#xE7;&#xE3;o e de pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas que coloquem a natureza no centro das decis&#xF5;es.</p><p><strong><em>Colabora&#xE7;&#xE3;o especial</em></strong></p><p><em>Este texto foi elaborado em parceria com o Instituto Igap&#xF3;, apoiado pelo nosso programa de incentivo a projetos de conserva&#xE7;&#xE3;o. Agradecemos a Sam F&#xE9;lix Martins, fundador do Instituto Igap&#xF3;, pela dedica&#xE7;&#xE3;o &#xE0; preserva&#xE7;&#xE3;o da fauna amaz&#xF4;nica e pelo compartilhamento de conhecimentos que inspiram nosso compromisso com a conserva&#xE7;&#xE3;o.&#xA0;</em></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A importância das agroflorestas para a conservação da biodiversidade]]></title><description><![CDATA[<p>As agroflorestas, ou Sistemas Agroflorestais (SAFs), s&#xE3;o modelos de uso da terra que integram o cultivo agr&#xED;cola com esp&#xE9;cies arb&#xF3;reas em uma mesma &#xE1;rea. Esses sistemas se destacam por conciliar produ&#xE7;&#xE3;o e conserva&#xE7;&#xE3;o, promovendo uma</p>]]></description><link>https://blog.lognature.com.br/a-importancia-das-agroflorestas-para-a-conservacao-da-biodiversidade/</link><guid isPermaLink="false">687e3d6f1e313f8cda907a43</guid><dc:creator><![CDATA[Clara Lopes]]></dc:creator><pubDate>Mon, 21 Jul 2025 16:53:52 GMT</pubDate><media:content url="https://blog.lognature.com.br/content/images/2025/07/BLOG---Agrofloresta.png" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="https://blog.lognature.com.br/content/images/2025/07/BLOG---Agrofloresta.png" alt="A import&#xE2;ncia das agroflorestas para a conserva&#xE7;&#xE3;o da biodiversidade"><p>As agroflorestas, ou Sistemas Agroflorestais (SAFs), s&#xE3;o modelos de uso da terra que integram o cultivo agr&#xED;cola com esp&#xE9;cies arb&#xF3;reas em uma mesma &#xE1;rea. Esses sistemas se destacam por conciliar produ&#xE7;&#xE3;o e conserva&#xE7;&#xE3;o, promovendo uma abordagem mais sustent&#xE1;vel do que os modelos convencionais de monocultura. Ao reproduzir aspectos dos ecossistemas naturais, os SAFs favorecem a complexidade estrutural e a diversidade biol&#xF3;gica, tornando-se aliados importantes para uma agricultura mais equilibrada e integrada ao ambiente.</p><p>Existem diversos tipos de cultivos agroflorestais, dentre eles se destacam os sistemas que utilizam esp&#xE9;cies de sub-bosque, como o cacau e o caf&#xE9;, que se desenvolvem bem sob a sombra de &#xE1;rvores maiores. As &#xE1;rvores sombreadoras, al&#xE9;m de contribu&#xED;rem para o aumento da estrutura&#xE7;&#xE3;o vegetal na paisagem e para a cria&#xE7;&#xE3;o de ambientes mais amig&#xE1;veis &#xE0;s esp&#xE9;cies nativas, tamb&#xE9;m desempenham um papel fundamental no sequestro de carbono da atmosfera, ajudando a mitigar os efeitos das mudan&#xE7;as clim&#xE1;ticas.</p><p>Esse modelo de produ&#xE7;&#xE3;o &#xE9; especialmente relevante em um cen&#xE1;rio global de perda acelerada de biodiversidade, impulsionada principalmente pela convers&#xE3;o de habitats naturais em &#xE1;reas agr&#xED;colas. No Brasil, entre 1985 e 2023, cerca de 108 milh&#xF5;es de hectares de vegeta&#xE7;&#xE3;o nativa foram perdidos, segundo dados do MapBiomas, &#xE1;rea equivalente &#xE0; soma dos territ&#xF3;rios da Fran&#xE7;a e da Espanha. No mesmo per&#xED;odo, as &#xE1;reas de cultivo agr&#xED;cola e pastagens aumentaram 115 milh&#xF5;es de hectares, substituindo diretamente os ecossistemas naturais e expondo as &#xE1;reas remanescentes &#xE0; degrada&#xE7;&#xE3;o.</p><p>Diante desse cen&#xE1;rio preocupante, a agrofloresta se apresenta como uma alternativa capaz de aliar produ&#xE7;&#xE3;o e conserva&#xE7;&#xE3;o. Isso porque, ao manter uma estrutura vegetal diversificada e mais complexa do que aquela dos sistemas convencionais, os SAFs promovem a conectividade ecol&#xF3;gica, protegem o solo, regulam o microclima e oferecem ref&#xFA;gio e alimento para a fauna silvestre. Esses sistemas s&#xE3;o ainda mais importantes quando implementados em paisagens dominadas por cultivos intensivos.</p><p>Um exemplo not&#xE1;vel do papel das agroflorestas na conserva&#xE7;&#xE3;o ocorre no sul da Bahia, onde o cultivo do cacau &#xE9; realizado h&#xE1; mais de 200 anos em sistemas agroflorestais conhecidos como &#x201C;cabrucas&#x201D;. Nesses sistemas, as esp&#xE9;cies do sub-bosque da Mata Atl&#xE2;ntica s&#xE3;o substitu&#xED;das por cacaueiros, mas o dossel de &#xE1;rvores nativas &#xE9; mantido. Isso permite que a cobertura florestal seja preservada, criando condi&#xE7;&#xF5;es para que diversas esp&#xE9;cies de mam&#xED;feros, anf&#xED;bios e invertebrados utilizem essas &#xE1;reas como habitat secund&#xE1;rio.</p><p>Enquanto outras regi&#xF5;es do Brasil substitu&#xED;am a Mata Atl&#xE2;ntica por monoculturas de cana-de-a&#xE7;&#xFA;car ou caf&#xE9;, o sul da Bahia manteve as agroflorestas de cacau, o que contribuiu significativamente para a conserva&#xE7;&#xE3;o da biodiversidade local. Hoje, essas &#xE1;reas representam n&#xE3;o s&#xF3; um patrim&#xF4;nio ecol&#xF3;gico, mas tamb&#xE9;m cultural e econ&#xF4;mico para a regi&#xE3;o.</p><p>No entanto, nos &#xFA;ltimos anos, observa-se um processo de substitui&#xE7;&#xE3;o dessas agroflorestas por cultivos a pleno sol, pastagens e cafezais. Essa mudan&#xE7;a impacta negativamente a biodiversidade, intensifica os efeitos das mudan&#xE7;as clim&#xE1;ticas e caminha na contram&#xE3;o de iniciativas globais de reflorestamento.<br>&#xA0;</p><figure class="kg-card kg-image-card kg-card-hascaption"><img src="https://blog.lognature.com.br/content/images/2025/07/data-src-image-0afb16f2-eb01-4f8b-9cc3-3e4916235f16.png" class="kg-image" alt="A import&#xE2;ncia das agroflorestas para a conserva&#xE7;&#xE3;o da biodiversidade" loading="lazy" width="477" height="358"><figcaption><span style="white-space: pre-wrap;">Agrofloresta de cacau, onde se observa o cacau no sub-bosque sombreado por &#xE1;rvores maiores. Fonte: Matheus Torres</span></figcaption></figure><p><strong>Agroflorestas em destaque: conhe&#xE7;a a pesquisa de Matheus no sul da Bahia</strong></p><p>Com o objetivo de contribuir para esse cen&#xE1;rio de conserva&#xE7;&#xE3;o das agroflorestas de cacau, o ec&#xF3;logo Matheus Torres, doutorando em Ecologia e Conserva&#xE7;&#xE3;o da Biodiversidade pela Universidade Estadual de Santa Cruz e membro do Laborat&#xF3;rio de Ecologia Aplicada &#xE0; Conserva&#xE7;&#xE3;o (LEAC) e do projeto <em>Eco-nomia das Cabrucas</em>, desenvolve uma pesquisa no sul da Bahia que visa compreender o papel das agroflorestas de cacau na regenera&#xE7;&#xE3;o florestal e na mitiga&#xE7;&#xE3;o das mudan&#xE7;as clim&#xE1;ticas. Sua tese investiga como caracter&#xED;sticas da paisagem, como a cobertura florestal, e aspectos locais, como a abertura do dossel das &#xE1;rvores, influenciam a regenera&#xE7;&#xE3;o natural.</p><p>O estudo busca avaliar dois momentos importantes da regenera&#xE7;&#xE3;o: a composi&#xE7;&#xE3;o do banco de sementes no solo e a influ&#xEA;ncia da fauna local no recrutamento de sementes. Al&#xE9;m disso, o projeto envolve o plantio e o monitoramento de duas esp&#xE9;cies florestais de import&#xE2;ncia ecol&#xF3;gica, a palmeira-ju&#xE7;ara (<em>Euterpe edulis</em>) e o ing&#xE1;-de-metro (<em>Inga edulis</em>), para avaliar sua sobreviv&#xEA;ncia ao longo de um ano. Armadilhas fotogr&#xE1;ficas ser&#xE3;o utilizadas para registrar a presen&#xE7;a da fauna nas &#xE1;reas de estudo, e gaiolas de exclus&#xE3;o ser&#xE3;o aplicadas para entender a influ&#xEA;ncia de dispersores terrestres no banco de sementes do solo.</p><figure class="kg-card kg-image-card kg-card-hascaption"><img src="https://blog.lognature.com.br/content/images/2025/07/image.png" class="kg-image" alt="A import&#xE2;ncia das agroflorestas para a conserva&#xE7;&#xE3;o da biodiversidade" loading="lazy" width="709" height="709" srcset="https://blog.lognature.com.br/content/images/size/w600/2025/07/image.png 600w, https://blog.lognature.com.br/content/images/2025/07/image.png 709w"><figcaption><span style="white-space: pre-wrap;">Parcela do experimento de exclus&#xE3;o de dispersores terrestres a direita e parcela de controle a esquerda, com armadilha fotogr&#xE1;fica localizada em frente a parcela controle (aberta)</span></figcaption></figure><p>As c&#xE2;meras instaladas nas agroflorestas desempenham um papel fundamental ao registrar a presen&#xE7;a de animais silvestres. Esses registros permitem identificar esp&#xE9;cies que atuam na dispers&#xE3;o de sementes e avaliar os efeitos da fragmenta&#xE7;&#xE3;o da paisagem sobre a fauna local. Al&#xE9;m disso, as c&#xE2;meras contribuem para integrar diferentes processos ecol&#xF3;gicos, como a regenera&#xE7;&#xE3;o do banco de sementes e o monitoramento da biodiversidade, fornecendo dados valiosos para a conserva&#xE7;&#xE3;o.</p><figure class="kg-card kg-image-card kg-card-hascaption"><img src="https://blog.lognature.com.br/content/images/2025/07/image-1.png" class="kg-image" alt="A import&#xE2;ncia das agroflorestas para a conserva&#xE7;&#xE3;o da biodiversidade" loading="lazy" width="606" height="288" srcset="https://blog.lognature.com.br/content/images/size/w600/2025/07/image-1.png 600w, https://blog.lognature.com.br/content/images/2025/07/image-1.png 606w"><figcaption><i><em class="italic" style="white-space: pre-wrap;">Tamandua tetradactyla</em></i><span style="white-space: pre-wrap;">. Fonte: Matheus Torres</span></figcaption></figure><figure class="kg-card kg-image-card kg-card-hascaption"><img src="https://blog.lognature.com.br/content/images/2025/07/image-2.png" class="kg-image" alt="A import&#xE2;ncia das agroflorestas para a conserva&#xE7;&#xE3;o da biodiversidade" loading="lazy" width="573" height="335"><figcaption><i><em class="italic" style="white-space: pre-wrap;">Cerdocyon thous</em></i><span style="white-space: pre-wrap;">. Fonte: Matheus Torres</span></figcaption></figure><figure class="kg-card kg-image-card kg-card-hascaption"><img src="https://blog.lognature.com.br/content/images/2025/07/image-3.png" class="kg-image" alt="A import&#xE2;ncia das agroflorestas para a conserva&#xE7;&#xE3;o da biodiversidade" loading="lazy" width="558" height="429"><figcaption><i><em class="italic" style="white-space: pre-wrap;">Callithrix kuhlii</em></i><span style="white-space: pre-wrap;">. Fonte: Matheus Torres</span></figcaption></figure><figure class="kg-card kg-image-card kg-card-hascaption"><img src="https://blog.lognature.com.br/content/images/2025/07/image-4.png" class="kg-image" alt="A import&#xE2;ncia das agroflorestas para a conserva&#xE7;&#xE3;o da biodiversidade" loading="lazy" width="548" height="294"><figcaption><i><em class="italic" style="white-space: pre-wrap;">Leopardus wiedii</em></i><span style="white-space: pre-wrap;">. Fonte: Matheus Torres</span></figcaption></figure><figure class="kg-card kg-image-card kg-card-hascaption"><img src="https://blog.lognature.com.br/content/images/2025/07/image-5.png" class="kg-image" alt="A import&#xE2;ncia das agroflorestas para a conserva&#xE7;&#xE3;o da biodiversidade" loading="lazy" width="557" height="313"><figcaption><i><em class="italic" style="white-space: pre-wrap;">Euphractus sexcinctus</em></i><span style="white-space: pre-wrap;">. Fonte: Matheus Torres</span></figcaption></figure><figure class="kg-card kg-image-card kg-card-hascaption"><img src="https://blog.lognature.com.br/content/images/2025/07/image-6.png" class="kg-image" alt="A import&#xE2;ncia das agroflorestas para a conserva&#xE7;&#xE3;o da biodiversidade" loading="lazy" width="558" height="419"><figcaption><i><em class="italic" style="white-space: pre-wrap;">Eira barbara</em></i><span style="white-space: pre-wrap;">. Fonte: Paloma Resende (p&#xF3;s-doutoranda no LEAC e integrante do projeto Eco-nomia das Cabrucas).</span></figcaption></figure><p>A proposta da pesquisa &#xE9; que, ao reconhecer o papel das agroflorestas como &#xE1;reas de regenera&#xE7;&#xE3;o florestal e sequestro de carbono, produtores possam obter uma segunda fonte de renda por meio da venda de cr&#xE9;ditos de carbono e do pagamento por servi&#xE7;os ambientais. Assim, refor&#xE7;a-se a import&#xE2;ncia das cabrucas n&#xE3;o apenas na produ&#xE7;&#xE3;o de cacau, mas tamb&#xE9;m como aliadas da conserva&#xE7;&#xE3;o ambiental e do desenvolvimento sustent&#xE1;vel da regi&#xE3;o.</p><p>A iniciativa liderada por Matheus &#xE9; um excelente exemplo de como o conhecimento cient&#xED;fico e a pr&#xE1;tica agroecol&#xF3;gica podem caminhar juntos na constru&#xE7;&#xE3;o de solu&#xE7;&#xF5;es para a crise ambiental. Temos orgulho em apoiar iniciativas como essa, que valorizam a biodiversidade, o saber local e uma ci&#xEA;ncia comprometida com o futuro do planeta.</p><p><strong><em>Colabora&#xE7;&#xE3;o especial:</em></strong></p><p><em>O texto foi elaborado em colabora&#xE7;&#xE3;o com o ec&#xF3;logo Matheus Torres, apoiado pelo nosso programa de incentivo a projetos de conserva&#xE7;&#xE3;o. O conte&#xFA;do reflete sua viv&#xEA;ncia pr&#xE1;tica, seu conhecimento t&#xE9;cnico e seu engajamento com a pesquisa e preserva&#xE7;&#xE3;o das agroflorestas no sul da Bahia. Agradecemos ao Matheus pela parceria e por compartilhar conosco sua experi&#xEA;ncia e dedica&#xE7;&#xE3;o &#xE0; conserva&#xE7;&#xE3;o da biodiversidade.</em></p>]]></content:encoded></item></channel></rss>